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domingo, 26 de dezembro de 2010

Relatório de encontro (17)

Data: 10/12/2010
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel.


Este foi o último encontro realizado no ano de 2010. Na reunião, foram feitos relatos e avaliações do trabalho desenvolvido durante o ano, além de traçar metas fundamentais para o prosseguimento do projeto.

Ficou clara uma nítida diferença nos dois semestres de trabalho durante o ano de 2010. No primeiro semestre, o objtivo era foi amplo, com momentos de descoberta e definição das linhas mais gerais da pesquisa.

No segundo semestre, com as aproximações realizadas por conta da apresentação do primeiro artigo em congressos nacionais - como o Intercom e o SBPJor - o trabalho ganhou mais corpo e delimitação do objeto mais específicos.

Na avaliação comparativa dos dois semestres, porém, observou-se que no primeiro o trabalho rendeu mais do que no segundo, que foi atrapalhado por compromissos paralelos dos bolsistas.

Como tarefa imediata ao grupo, ficou a incumbência de mapear revitas científicas para a publicação dos artigos que estão em andamento.

***

Com estas análises, foram tomadas as seguintes provisões para serem desenvolvidas durante os próximos meses:

- Foco nas narrativas audiovisuais
- Qualificar os artigos
- Mapear revistas científicas para publicação dos artigos
- Estudos aplicados com relação à metodologias
- Mais empenho dos bolsistas em relação ao grupo

Próxima reunião em data a definir.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Por que jornalismo diversional?

Na reunião de hoje, a segunda de nosso grupo de pesquisa, realizamos uma discussão muito interessante a respeito da categoria que utilizaríamos para observar nosso objetivo de pesquisa, ou seja, como se estabelece as intersecções entre o jornalismo e a literatura.

A opção recaiu sobre a categoria jornalismo diversional, nos moldes propostos inicialmente por José Marques de Melo (1985).

Ou seja, àquela forma de jornalismo que engloba textos que, "(...) fincados no real, procuram dar uma aparência romanesca aos fatos e personagens captados pelo repórter" (1985, p.22).

Por esta perspectiva, a natureza diversional desse tipo de jornalismo está no resgate "(...) das formas literárias de expressão": uso de recursos como flashbacks, digressões, diálogos, aprofundamentos psicológicos etc. para estabelecer suas narrativas.

Dada a profusão de nomenclaturas que surgiram após a categorização de Marques de Melo, e em consonância com o que sugere o Dicionário de Comunicação (2009), utilizaremos, na pesquisa, jornalismo diversional como sinônimo de a) jornalismo literário, b) literatura de realidade (ou não ficcional), c) jornalismo em profundidade, ou, ainda, d) jornalismo de autor.

Mas no que, afinal, o jornalismo diversional se diferencia, por exemplo, do interpretativo, visto por Luiz Beltrão (1980) como sinônimo de "reportagem em profundidade" e considerando que ambos não têm amarras estilísticas?

Basicamente porque, neste, o que está em jogo é a realidade contextual, sendo que o objeto tem valor de notícia e há uma preocupação clara em fazer o leitor compreender/interpretar o que está posto no texto (SEIXAS, 2009, p. 66).

Sua intenção, e estrutura, estão voltadas no sentido de ajudar o leitor na compreensão do assunto em questão, enquanto que, no diversional, esta preocupação não existe.

Deveremos ter cuidado, no entanto, e ainda que nossa opção analítica sejam os textos diversionais em livro, de não vincular as categorias discursivas ao suporte em que eventualmente se encontram, mesmo sabendo que o dispositivo influi na forma como o discurso se estabelece.

Ou seja, achar que diversional é sinônimo de livro e interpretativo, de revista.

Basicamente porque reduziria a importância de nosso objeto.

Falaremos disso mais adiante.

Fontes utilizadas neste post:

BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Porto Alegre: Sulina, Ari, 1980.
MARCONDES FILHO, Ciro. Dicionário de Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.
MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Vozes: Petrópolis, 1985
SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação. Disponível em: [http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/seixas-classificacao-2009.pdf] Acesso em: 5 de fevereiro de 2009.