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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Relatório de encontro (9)

Data: 23/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro e Joel

No encontro desta semana iniciamos a leitura da obra de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, Dicionário de Teoria da Narrativa. Nos debruçamos inicialmente em dois conceitos fundamentais da obra: autor, narrativa. A diegese também foi superficialmente abordada.

Quanto ao autor literário, concluimos parcialmente que ele pode ser considerado escritor quando dá um tratamento artístico, estilístico, rebuscado as palavras - procura demontrar sua arte através delas - e considerado escrevente quando apenas trata as palavras de maneira a testemunhar, explicar, ensinar - certas vezes até didaticamente - o fato escolhido com as suas palavras. Ficou claro que o jornalista na prátcica diária da sua profissão se aproxima mais do escrevente ao escritor.

No que diz respeito ao narrador, observamos que ele se confunde algumas vezes com aspectos inerentes do prórpio autor, por ser uma linha bastante tênue. E tantas vezes, o próprio autor - numa opção pessoal - se propõe a isso, de maneira a confundir o leitor que se envolva com a biografia e história de vida do artista. Aprofundando o conceito, o narrador atua na obra literária como conjunto de escolhas - estilísticas, narrativas, etc - do autor.

Ao final do encontro, realizamos uma breve análise da obra "História Sem Título", de Anton Tchecov onde localizamos alguns aspectos dos conceitos abordados na discussão do dia.

- Para a próxima reunião, ficou acordada a continuidade na discussão de fragmentos do Dicionário de Teoria da Narrativa de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, desta vez nos seguintes pontos: ficcionalidade, gênero narrativo, história, narração, narrador, narratário, narrativa, narratividade, narrador autodiegético, narrador heterodiegético, narrador homodiegético. Também vamos abordar, conforme o tempo disponível, o texto O Narrador de Walter Benjamin além do documentário "Nós que aqui estamos, por vós esperamos" de Marcelo Marsagão, para enriquecer o debate.


- O próximo encontro ficou marcado para 04/08, quarta-feira, às 15h30, na Sala de Estudos do Mestrado em Letras, localizado no 4° andar do bloco 53 (local ainda a confirmar).

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Relatório de encontro (8)

Data: 09/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel

O ponto de partida da discussão foi a obra A Estética, de Denis Huisme, sobretudo alguns capítulos desta, que tratam da arte enquanto conceito formal e da arte sob olhares de diversos campos do conhecimento, como o sociológico e o psicanalítico.
Quanto à definição de arte, Huisme propõe que a essência de uma manifestação estética está na sua oposição à realidade - quanto mais distante do real é uma obra, mais artística ela é. Sob outro viés, entende que uma obra ganha o status de artística na medida em que seduz o seu receptor, causando-lhe uma sensação positiva, um prazer. Assim, ao contrário do que é vulgarmente repetido, não é a qualidade que acusa a arte em uma obra, e sim sua capacidade de envolver o receptor.
Todas essas ideias provocam interrogações quando nos debruçamos sobre a motivação de nossa pesquisa, qual seja, estudar as intersecções entre jornalismo e literatura. Se literatura é arte, e arte é fuga do real, essa aproximação torna-se complexa, visto que o objeto do jornalismo invariavelmente remete à realidade. Ainda, se a arte encontra seu propósito em si mesma, sem intencionalidades, mais uma vez esse diálogo com o jornalismo se complexifica, já que este existe por uma função eminente, a de informar.
Por outro lado, verifica-se um número cada vez maior de exemplos de produtos jornalísticos que se apropriam de elementos estéticos, buscando uma identidade diferenciada em relação ao jornalismo praticado secular e cotidianamente, e buscando acima de tudo provocar determinadas sensações em seu receptor - tal qual faz a arte.
Numa tentativa inicial de esquematizar um processo que culmine na intersecção propriamente dita do jornalismo com a literatura, o grupo identificou os seguintes pontos-chave: tradição e critérios, aprendizado com as linguagens, deslocamento de atenção para outros recursos, agente gerador epistemológico, agente gerador epistemológico social.

- À bolsista foi delegada a tarefa de elaborar a primeira versão de um paper que descreva os passos trilhados até o momento pelo grupo.

- Ao grupo foram sugeridas as leituras de O que pesquisar quer dizer, de Juremir Machado da Silva, e Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes. As leituras devem pautar a discussão do próximo encontro.

- O próximo encontro ficou marcado para 23/07, sexta-feira, às 14h, na sala de estudos do Mestrado em Letras.