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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Relatório de encontro 08/2012

Data: 05/09/2012
Local: Sala 5323
Hora: 14h
Presentes: Fabiana Piccinin, Ane Aguiar e Cristiane Lautert.

Logo no começo da reunião partiu-se para a discussão sobre os principais pontos do capítulo 2 do livro "A narrativa cinematográfica", de André Gaudreault e François Jost. Esse restante de conteúdo não pode ser concluído no último encontro, em 09/08. Em seguida, os capítulos 3 e 4 do mesmo livro foram discutidos. Segue o slide:

Próximo encontro:
O próximo encontro do grupo será no dia 19/09 (quarta-feira), às 14 horas. A sala ainda será definida com o pessoal do audiovisual - assim que houver definição, a informação será disponibilizada no grupo do Facebook. Os textos que serão discutidos já estão no xerox do bloco 53 - capítulos 5 e 6 do livro "A narrativa cinematográfica".

domingo, 30 de outubro de 2011

Relatório de encontro (36)

Data: 21/10/2011
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 8h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Andreia Bueno, Fred Carlos, Adriano Moritz, César Steffen, Ana

Começamos este encontro dando prosseguimento à retomada das principais bibliografias já utilizadas no nosso grupo de pesquisa. Assim, o primeiro a apresentar leitura nesta reunião foi o voluntário Fred Carlos, com o resumo do livro Artemídia, de Arlindo Machado.

ARTEMÍDIA DE ARLINDO MACHADO

(De R$ 15,52 a R$ 20,60 em livrarias de todo o Brasil)

O texto de Arlindo Machado propõe novos conceitos, novos paradigmas e novos portocolos no tratamento científico com a arte. O autor parte do princípio de que a arte contém as tecnologias do seu tempo, e que estas modificam de maneira direta qualquer análise feita das produções em seus respectivos períodos históricos. Além disso, é recorrente no discurso de Machado de citar que, na nossa época, os limites da arte com a tecnologia estão cada vez mais tênues.

Num segundo momento, o autor propõe um novo paradigma e coloca o conceito de artemídia - assim mesmo, aglutinado - como uma nova abordagem ética e de uma estética eletrônica. É a arte como metalinguagem da mídia. Por fim, Machado argumenta que o não reconhecimento das novas formas de arte passam por um menosprezo, arrogância e antipatia de muitos críticos, que por um dito purismo, não levam em consideração as manifestações modernas.

HOJE É DIA DE MARIA É ARTEMÍDIA? E A PROPGANDA NAZISTA DE GOEBBELS?

(Com site oficial no ar até hoje no Globo.com)
Dentre os muitos exemplos citados pelos integrantes do grupo e do autor, um dos que mais soressai é o da minissérie veiculada pela Rede Globo em 2006 "Hoje é Dia de Maria". Com um roteiro, fotografia e estruturas até subversivas no que tange o meio o qual foi veiculada, a televisão, Hoje É Dia de Maria foi um marco no que chamemos, pois, de artemídia brasileira. Teve altos índices de audiência - recepção positiva pela massa telespectadora - e foi aclamado pela crítica mais aberta as novidades.

O professor Adriano Moritz também trouxe exemplos da propaganda nazista na Alemanha do período entre guerras e que de certa forma "legitimou" a ascenção do regime totalitarista na nação germânica. Partindo da vulnerabilidade social provocada pela prostração dos alemães com as humilhações impostas pela Tríplice Entente após a vitória na Primeira Guerra Mundial, Goebbels e os co-partidários se utilizaram do clima para convencer a nação de que Hitler e a SS eram a solução. Isto através de cartazes nas ruas, cinema, etc. O conjunto da obra de propaganda nazista pode também se enquadrar como artemídia.
Trailer da minissérie "Hoje é dia de Maria"


JAGUARIBE E O CHOQUE DO REAL

(De R$ 19,20 a R$ 29,00 em livrarias de todo o Brasil)
Seguindo na nossa retomada, o professor Adriano Moritz fez um breve resumo dos conceitos do livro Choque do Real - Estética, mídia e Cultura, da pesquisadora Beatriz Jaguaribe. Os conceitos trabalhados por ela entram em consonância com as pesquisas e tese da professora Fabiana Piccinin, diga-se de passagem. Jaguaribe chama atenção para a estética, na arte em geral brasileira, do real exagerado ou o que ela também chama de pedagogia da realidade. Esse fenômeno emerge com obras como os filmes/livros Cidade de Deus e Carandiru, que prometem entregar a "realidade" ao espectador/leitor. Segundo a autora isso pode emergir da necessidade psicológica do ser humano qu precisa contar a sua história para que ela lhe faça sentido.

Outro conceito muito forte presente no texto de Jaguaribe é o "real mais real que o real". As gelatinosas e fluidas relações na sociedade pós-moderna nos deixam, por vezes, apáticos e insensíveis a muitas atrocidades cometidas no dia-a-dia, já que a violência e a insegurança tem espaço de destaque nos Meios de Comunicação de Massa (MCM). Assim, o choque do real nos coloca novamente de volta ou pelo menos em contato com a "realidade" do mundo. Os MCM, aliás, que tem papel fundamental no cenário pós-moderno, pois são eles que auxiliam ou por vezes até constrõem as narrativas nas nossas vidas.

A ANÁLISE PRÁGMATICA DA NARRATIVA JORNALÍSTICA: O MÉTODO DE LUIZ MOTTA
(Disponível para leitura nos anais do Intercom)
Luiz Gonzaga Motta é um dos pesquisadores que estuda como as narrativas têm papel fundamental nas nossas diárias construções de sentido através dos fatos da vida. No artigo que aqui iniciamos a leitura o autor propõe um método de análise das narrativas jornalísticas. Ele divide o processo em seis grandes movimentos. Segundo Motta, a ordem de aplicação dos movimentos é dinâmica, dependendo exclusivamente do caso a ser analisado.

No próximo encontro a professora Fabiana seguirá na apresentação do método e vamos discutir a possível aplicação empírica dele em nossas futuras análises.


PRÓXIMO ENCONTRO

Nosso próximo encontro acontece na mística data de 11 de novembro de 2011 (11/11/11), na Sala de Estudos do Mestrado em Letras da Unisc. Para esta reunião, além do estudo do método de análises das narratvas jornalísticas de Motta, estão programadas as duas últimas leituras da nossa retomada teórica que foi feita nas últimas semanas:

Jornalismo e literatura em convergência, de Marcelo Bulhões - com Andreia Bueno
O universo das imagens técnicas, de Vilém Flusser - com César Steffen

terça-feira, 14 de junho de 2011

Relatório de encontro (28)

Data: 10/06/2011 Horário: 9h30
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Joel, Pedro Vanessa e Andreia


Neste enconto, demos continuidade às discussões referentes aos textos do livro O Cinema do Real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki.

O primeiro texto debatido, que foi apresentado pelo acadêmico Joel Haas, é intitulado "Sobre documentos e sapatos", de Russel Porter.

Na sequência, a acadêmica Vanessa Kannenberg coordenou a leitura do artigo "Uma conversa com professores e alunos sobre a realização de documentário", de Michael Rabiger. Neste texto, o autor faz uma fala no sentido de como fazer documentários. De acordo com ele, o problema está em como "produzir documentários que encontrem maneiras novas e individuais de contar histórias, com vigor em suas narrativas" (p.54). Este ponto torna-se interessante do ponto de vista da nossa pesquisa no sentido de que ele corrobora com a ideia de "contar algo para alguém" e de "maneira nova, interessante".

Num outro momento, Rabiger fala que o bom documentário é aquele que permite que o espectador adquira "uma percepção da realidade". Ou seja, ele não precisa dar conta do todo, mas expressa um ponto de vista, uma ideia, assim como uma reportagem jornalística, pois todos sabemos que é impossível descrever o real, há sempre um ponto de vista, uma percepção, embora se busque uma aproximação com os fatos da forma como ocorreram.

Neste o texto, o autor ainda aborda a ideia de que o documentário se difere, por exemplo, de filmes históricos, ou de ficcão, na medida em que estes "olham para trás", e aqueles olham para o presente. Entendemos com isso, não que o documentários fale apenas de temas atuais, mas que, mesmo olhando para fatos passados, a visão com que se olha para trás será sempre do presente, com olhos de quem já sabe o que aconteceu.

Outra questão bastante pertinente do texto é a ideia de "ponto de vista". Para Rabiger, o ponto de vista se refere à "misteriosa combinação de circunstâncias pelas quais criamos simpatia e envolvimento com um personagem" (p.58). Além desse conceito, o de "evidência" também é interessante.

 

Próximo encontro: 17/06, às 9h45, na sala do Mestrado em Letras.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Relatório de encontro (21)

Data: 27/03/2011
Horário: 19h30
Local: Pedro's home
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa



Este encontro foi organizado de maneira extraordinária - realizou-se num domingo à noite - para apreciação da obra audiovisual "Entre os Muros da Escola" em comparação com os conceitos até então estudados nas últimas reuniões deFernão Pessoa Ramos, na obra Mas Afinal, o que é Mesmo Documentário?, e da última leitura realizada pelo grupo da obra de Bill Nichols, Introdução ao Documentário.

Definiu-se parcialmente que se trata de uma obra de ficção e que, para seduzir o seu espectador ela se utiliza de aspectos muito particulares do documentário, como a "câmera na mão". Como a audição levantou diversos outros questionamentos sobre os limites entre "realidade e ficção" - adotando os conceitos de Nichols, toda obra audiovisual, inclusive as que comumente chamamos de ficção, é um "documentário", diferenciando-se apenas na intenção de seu autor - ficou acertado que voltaremos à obra "Entre os Muros da Escola" no próximo encontro, para elucidar maiores esclarecimentos sobre as dúvidas.

De modo a avançar também um passo nas reflexões, acertou-se que todos assistam à obra "Valsa para Bashir", que tem como proposta ser um documentário "realista", mas que se vale de aspectos estéticos como a animação para transmitir sua mensagem.

Tarefas imediatas para o próximo encontro:
Assistir a obra "Valsa para Bashir"
Finalização da leitura da obra de Bill Nichols "Introdução ao documentário"

Próximo encontro: Sexta-feira, 1° de abril, na Sala de estudos do Mestrado em Letras

sexta-feira, 4 de março de 2011

Relatório de encontro (18)

Data: 04/03/2011
Horário: 10h
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa.



No primeiro encontro do grupo de pesquisa em 2011 foram dadas algumas diretrizes para o semestre que se inicia. Tendo sido feita um pesquisa empírica e, em cima dela, um artigo sobre o jornalismo diversional e o interpretativo no jornalismo impresso ainda no ano passado, a ideia é passar a analisar a mídia audiovisual a partir de agora.

Antes disto, entretanto, vamos utilizar a mesma metodologia criada para a pesquisa nos jornais Gazeta do Sul e Zero Hora para verificar as complexificações que emergem da aproximação entre literatura e jornalismo na revista Piauí.

Depois, com a participação de outros pesquisadores, mestrandos em Letras da Unisc, vamos dar início à revisão metodológica sobre documentários e sua relação jornalismo-ficção. O recorte audiovisual sobre o qual será feita uma análise pelo grupo ainda não está decidido, mas a busca será feita paralelamente às leituras.



Próxima reunião: 11/03, às 10 horas, no Mestrado em Letras.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relatório de encontro (13)

Data: 22/10
Horário: 14h
Local: Bloco 15
Presentes: Vanessa, Marília, Pedro, Demétrio

O encontro foi de apresentação e discussão dos resultados parciais da análise do conteúdo dos jornais, que está em andamento. Cada monitor expôs o que havia sido coletado até o momento, e algumas observações interessantes foram registradas. Casos específico deflagrados durante a pesquisa foram analisados.

Também foi feita uma breve avaliação da apresentação do projeto no Seminário de Iniciação Científica da Unisc (SIC), ocorrido na mesma semana.

Foi estipulado como prazo para conclusão da montagem das tabelas o próximo encontro. Na ocasião, será apresentado uma quantificação parcial do material.

domingo, 26 de setembro de 2010

Relatório de encontro (11)

Data: 17/09
Horário: 14h
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras - bloco 15
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Vanessa e Marília



Neste último encontro do grupo de pesquisa tivemos três grandes momentos: a apresentação de um novo membro, discussão sobre o Intercom Nacional e elaboração do instrumental prático da nossa pesquisa.

A nova integrante do grupo é a acadêmica de Jornalismo Marília Nascimento, que entra como voluntária. Ela está desenvolvendo seu projeto de monografia sobre jornalismo diversional no formato revista.

Num segundo momento, conversamos sobre a participação da Unisc no Intercom Nacional, que ocorreu em Caxias do Sul, de 3 a 6 de setembro, e contou com a participação de diversos alunos e alguns professores , incluindo membros do grupo de pesquisa, Pedro, Joel, Vanessa e prof. Demétrio. Participamos de diversos momentos, mas, que interessa à nossa discussão, foram dois momentos DT (Divisão Temática) de Jornalismo sobre Gêneros Jornalísticos, que foi coordenado pelo professor e maior pesquisador do assunto atualmente no Brasil, José Marques de Melo. No sábado, os acadêmicos Pedro, Joel e Vanessa participaram da discussão e, na segunda-feira, o prof. Demétrio apresentou o paper Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças, escrito por ele e pela professora Fabiana Piccinin. A partir dessa participação, o presente grupo de pesquisa passa a fazer parte deste GT da Intercom, o que só tem a agregar ao nosso estudo, somando discussões e como forma de integrar-nos às pesquisas sobre gêneros. Outro ponto importante a destacar é que contatamos que a nosso olhar sobre o jornalismo diversional é singular, não há outros pesquisadores fazendo o mesmo que nós.

Ainda sobre o Intercom, destacamos e discutimos sobre alguns textos que foram apresentados no congresso os quais consideramos importantes para fomentar a discussão do grupo. O “eu” que reporta, autoria na revista piaui, de Géssica Gabrieli VALENTINI, e Biografias, entre o jornalismo, a historia e a literatura, de Victor GENTILLI, Carolina Maria Moreira ALVES, Livia CostaBERNABÉ, Luma Poletti DUTRA e Simone Lima AZEVEDO.

Seguindo a discussão, partimos para um momento chave da pesquisa em andamento. Preparamos a primeira pesquisa empírica do grupo. Definimos o objeto de estudo, partindo do jornalismo impresso diário, que ficou estabelecido como Gazeta do Sul e Zero Hora; o período da pesquisa será de 30 dias, de 01 a 30 de setembro de 2010; e a ferramenta de trabalho, que será uma tabela que conterá os dados das notícias e reportagens que se enquadram em jornalismo interpretativo e diversional. O referencial teórico, que tem origem nas discussões do grupo até então e do livro mais recente de Marques de Melo, organizado em parceria com Fransciso de Assis, Gêneros jornalísticos no Brasil. Mais detalhes sobre o referencial no post anterior, A caminho da primeira visada empírica.

Próximo encontro:
Data: 24/09
Horário: 14 horas
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Relatório de encontro (10)

Data: 04/08
Horário: 15h30
Local: bloco 15
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa


Neste encontro demos continuidade à discussão sobre os conceitos abordados no Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes. Tendo apreendido o significado dos termos autor, narrador e diegese atribuídos pelos autores, nos debruçamos na conceituação de narratário, narrativa, narrador autodiegético, narrador homodiegético e narrador heterodiegético.

Iniciamos refletindo sobre as possíveis situações narrativas em que o autor pode desenvolver seu discurso, são elas: narrador autodiegético, homodiegético ou heterodiegético. Partindo do conceito de que o narrador é aquele que atua na obra literária como conjunto de escolhas - estilísticas, narrativas, etc - do autor, quando o narrador relata as suas próprias experiências, como personagem central da história, ele é autodiegético. Quando ele conta uma história a qual é estranho, uma vez que não a vivenciou, apenas testemunhou, é heterodiegético. Por último, o narrador homodiegético é aquele que veicula informações advindas da sua própria experiência diegética, pois vivenciou a história como personagem, no entanto, diferente do autodiegético que é protagonista, este é alguém secundário.

Num segundo momento, abordamos o termo narrativa. Entendida como ato de relatar, a narrativa é composta por dois aspectos: a história (diegese, conteúdo) e pelo discurso (expressão). Reis e Lopes, na descrição deste conceito, apontam características dominantes do processo narrativo, tais como distanciamento, alteridade, exteriorização, atitude neutra e dinâmica temporal. No entanto, resolvemos adotar tais elementos como estratégias narrativas, ao invés de características, por considerarmos que são opções do narrador, e não pressupostos.

A parte do Dicionário que gerou maior discussão entre o grupo de pesquisa foi o significado de narratário. De complicado apreensão à primeira vista, concluímos que ele é uma entidade fictícia criada pelo narrador, que também é fictício e foi criado pelo autor. Assim, o narratário é uma ferramenta do narrador, nem sempre visível, mas que determina a estratégia narrativa do discurso.


-Para o próximo encontro, a professora Fabiana vai trazer o documentário Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Marsagão, e o professor Demétrio traz uma reportagem da revista Piauí para que possamos identificar os conceitos do Dicionário de Teoria da Narrativa nestas narrativas para finalizarmos esta conceituação.

-Ainda na próxima reunião, faremos a discussão sobre o texto O Narrador, de Walter Benjamin.


Próximo encontro:

Data: 13/08
Horário: 14h
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Relatório de encontro (9)

Data: 23/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro e Joel

No encontro desta semana iniciamos a leitura da obra de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, Dicionário de Teoria da Narrativa. Nos debruçamos inicialmente em dois conceitos fundamentais da obra: autor, narrativa. A diegese também foi superficialmente abordada.

Quanto ao autor literário, concluimos parcialmente que ele pode ser considerado escritor quando dá um tratamento artístico, estilístico, rebuscado as palavras - procura demontrar sua arte através delas - e considerado escrevente quando apenas trata as palavras de maneira a testemunhar, explicar, ensinar - certas vezes até didaticamente - o fato escolhido com as suas palavras. Ficou claro que o jornalista na prátcica diária da sua profissão se aproxima mais do escrevente ao escritor.

No que diz respeito ao narrador, observamos que ele se confunde algumas vezes com aspectos inerentes do prórpio autor, por ser uma linha bastante tênue. E tantas vezes, o próprio autor - numa opção pessoal - se propõe a isso, de maneira a confundir o leitor que se envolva com a biografia e história de vida do artista. Aprofundando o conceito, o narrador atua na obra literária como conjunto de escolhas - estilísticas, narrativas, etc - do autor.

Ao final do encontro, realizamos uma breve análise da obra "História Sem Título", de Anton Tchecov onde localizamos alguns aspectos dos conceitos abordados na discussão do dia.

- Para a próxima reunião, ficou acordada a continuidade na discussão de fragmentos do Dicionário de Teoria da Narrativa de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, desta vez nos seguintes pontos: ficcionalidade, gênero narrativo, história, narração, narrador, narratário, narrativa, narratividade, narrador autodiegético, narrador heterodiegético, narrador homodiegético. Também vamos abordar, conforme o tempo disponível, o texto O Narrador de Walter Benjamin além do documentário "Nós que aqui estamos, por vós esperamos" de Marcelo Marsagão, para enriquecer o debate.


- O próximo encontro ficou marcado para 04/08, quarta-feira, às 15h30, na Sala de Estudos do Mestrado em Letras, localizado no 4° andar do bloco 53 (local ainda a confirmar).

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Relatório de encontro (8)

Data: 09/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel

O ponto de partida da discussão foi a obra A Estética, de Denis Huisme, sobretudo alguns capítulos desta, que tratam da arte enquanto conceito formal e da arte sob olhares de diversos campos do conhecimento, como o sociológico e o psicanalítico.
Quanto à definição de arte, Huisme propõe que a essência de uma manifestação estética está na sua oposição à realidade - quanto mais distante do real é uma obra, mais artística ela é. Sob outro viés, entende que uma obra ganha o status de artística na medida em que seduz o seu receptor, causando-lhe uma sensação positiva, um prazer. Assim, ao contrário do que é vulgarmente repetido, não é a qualidade que acusa a arte em uma obra, e sim sua capacidade de envolver o receptor.
Todas essas ideias provocam interrogações quando nos debruçamos sobre a motivação de nossa pesquisa, qual seja, estudar as intersecções entre jornalismo e literatura. Se literatura é arte, e arte é fuga do real, essa aproximação torna-se complexa, visto que o objeto do jornalismo invariavelmente remete à realidade. Ainda, se a arte encontra seu propósito em si mesma, sem intencionalidades, mais uma vez esse diálogo com o jornalismo se complexifica, já que este existe por uma função eminente, a de informar.
Por outro lado, verifica-se um número cada vez maior de exemplos de produtos jornalísticos que se apropriam de elementos estéticos, buscando uma identidade diferenciada em relação ao jornalismo praticado secular e cotidianamente, e buscando acima de tudo provocar determinadas sensações em seu receptor - tal qual faz a arte.
Numa tentativa inicial de esquematizar um processo que culmine na intersecção propriamente dita do jornalismo com a literatura, o grupo identificou os seguintes pontos-chave: tradição e critérios, aprendizado com as linguagens, deslocamento de atenção para outros recursos, agente gerador epistemológico, agente gerador epistemológico social.

- À bolsista foi delegada a tarefa de elaborar a primeira versão de um paper que descreva os passos trilhados até o momento pelo grupo.

- Ao grupo foram sugeridas as leituras de O que pesquisar quer dizer, de Juremir Machado da Silva, e Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes. As leituras devem pautar a discussão do próximo encontro.

- O próximo encontro ficou marcado para 23/07, sexta-feira, às 14h, na sala de estudos do Mestrado em Letras.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Relatório de encontro (7)

Data: 25/06
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel


Aspectos trabalhados:

1. Neste encontro, abordamos, principalmente, mas não só, o livro O mal estar na civilização, de Sigmund Freud. O fato do mal estar ser algo inato ao ser humano, e que ele utiliza de três formas para escapar do desconforto, a arte/conhecimento, os narcóticos e a religião, foi um dos aspectos levantados na reunião. Fizemos uma ponte entre a obra de Freud, a de Arlindo Machado (Arte e Mídia) e  a de Benjamin (A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica), associando a arte com a comunicação e o jornalismo.

2. Encaminhamento da leitura de trecho do livro A estética (página 72 a 116).


PRÓXIMO ENCONTRO: 02/06, às 9h, ena sala de estudos do Mestrado em Letras.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Relatório de encontro (6)

Data: 18/06
Horário: 14h
Local: sala de estudos do
Mestrado em Letras
Presentes: Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel

Aspectos trabalhados:

1. Neste encontro, abordamos mais especificamente as obras Arte e Midia, de Arlindo Machado e A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin. Em consonância, tanto Benjamin quanto Machado percebem a arte como mutável, sofrendo influência direta da sua época. Por outro lado, Machado expõe e exmplifica as possibilidades das artes visuais mais recentes (o cinema mais especificamente) enquanto que Benjamin as enxerga com um certo pessimismo, compreensível pela época na qual escreveu sua obra. Foram citados também alguns conceitos da obra O que é arte, de Jorge Coli que ajudaram a elucidar o tema central proposto para esta reunião.

2. Reencaminhamento da leitura de O mal estar na civilização, de Sigmund Freud e encaminhamento de uma análise da emissão televisiva Hoje é dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando de Carvalho e veiculada na Rede Globo em 2005.

3. Para o próximo encontro, assumimos a incumbência de fazer a leitura completa da obra O mal estar na civilização, de Sigmund Freud, e não de fragmentos, como havia se acordado anteriormente além de uma nova análise da bibliografia vista nesta reunião.

PRÓXIMO ENCONTRO: 26/06, às 14h, em local ainda a definir

terça-feira, 1 de junho de 2010

Relatorio de encontro (5)

Data: 01/06
Horário: 14h
Local: sala da coordenaçao do curso de Comunicaçao
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel


Aspectos trabalhados:

1. Na reunião de hoje, houve duas grandes mudanças no nosso projeto. A primeira delas é a entrada de um novo membro, um novo pesquisador. O aluno de Jornalismo, Joel Haas, de agora em diante colaborará com a pesquisa, postará no blog e todo o restante. A segunda, é que reestruturamos o projeto de pesquisa. Mudamos no sentido de que alargamos o objeto de estudo e, também, as bibliografias. Ao invés de nos focarmos apenas no jornalismo diversional, vamos trabalhar com a intersecçao da literatura com o jornalismo, no que toca as semelhançcas e as diferenças entre eles. No que um se apropria do outro e vice e versa.

2. Encaminhamento das leituras de Arte e Midia, de Arlindo Machado; A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin; e O mal estar na civilização, de Sigmund Freud.

3. Para o próximo encontro, assumimos a tarefa de fazer as leituras indicadas e trazer outras possíveis, que possam colaborarcom a pesquisa.

PRÓXIMO ENCONTRO: 18/06, às 14h

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Relatório de encontro (3)

Data: 08/04
Horário: 10h
Local: Coordenação do curso de Comunicação Social.
Presentes: Demétrio, Vanessa e Pedro


Aspectos trabalhados:

1. Discussão sobre as mudanças no projeto da pesquisa, tais como atualização na bibliografia, confecção de um cronograma de trabalho e aprofundamento da metodologia.

2. Discussão sobre texto a ser apresentado no Intercom, em Caxias do Sul, de 2 a 6 de setembro de 2010.

3. Encaminhamento da leitura de Letra impressa: comunicação, cultura e sociedade (Sulina, 2009), organizado por Eduardo Granja Coutinho e Márcio Souza Gonçalves.

4. Apresentação do livro Jornalismo e Literatura em convergência (Atica, 2007), de Marcelo Bulhões, e da pesquisa sobre as obras classificadas como jornalismo diversional que foram lançadas até 1950 (que podem ser acompanhadas na barra lateral do blog). A partir desta análise, revimos nossa conceituação teórica sobre o gênero diversional (ver post anterior) e vamos fazer uso e aprofundar o conceito de atualidade.

5. Para o próximo encontro vamos procurar por obras publicadas de 1950 até 2000.

PRÓXIMO ENCONTRO: 20/04, 15h30, na coordenação do Curso de Comunicação Social.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Relatório de encontro de trabalho

Data: 10/03
Horário: 14h-15h
Local: Agência Experimental de Jornalismo
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro

Aspectos trabalhados

1 o dia e horário dos encontros foram alterados para sextas-feiras às 10h, a cada quinze dias

2 delimitamos o foco de nossa pesquisa em torno do gênero JORNALISMO DIVERSIONAL publicado em livro.
XXX2.1 nesta filtragem, fica excluído o que consideramos Jornalismo Interpretativo, apesar das semelhanças entre os segmentos.
XXX2.2 os critérios de delimitação dos objetos de estudo são: textos não ficcionais mas que se utilizam de elementos próprios da literatura; cuja narrativa foca-se em acontecimentos ou personagens; cuja autoria mantenha algum diálogo estabelecido com a instituição jornalística; avalizados como jornalísticos por algum sistema de reconhecimento (selos, apresentações)

3 a próxima etapa da pesquisa será o mapeamento histórico de obras brasileiras que atendem a estes critérios
XXX3.1 a partir de agora até o próximo encontro, cada integrante ficará responsável por buscar títulos para o mapeamento, publicados na primeira metade do século passado (tomando como ponto de partida a publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha)
XXX3.2 os títulos encontrados deverão ser partilhados no blog e levados para o próximo encontro para discussão

PRÓXIMO ENCONTRO: 26/03, 10h, Agência Experimental

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Relatório

No primeiro encontro de trabalho, foram trabalhados os seguintes aspectos:

1 questões formais de trabalho:
    1.1 Nossos encontros serão quinzenais, sempre a partir das 14 horas de quarta-feira. Esta data pode ser alterada conforme a necessidade.
    1.2 Os relatórios serão feitos após o término de cada encontro, sempre por um componente diferente do grupo.
    1.3 O coordenador do grupo ficará responsável pela criação de um registro bibliográfico das leituras feitas
    1.4 O aluno Pedro Piccoli Garcia criará um blog para o grupo, cujo nome será Jornalismo e Literatura: interfaces e intersecções
    1.5 Este blog servirá para registramos o andamento dos trabalhos do grupo, com links para atividades realizadas por outros pesquisadores, publicações etc.

2 questões voltadas à pesquisa:
    2.1 realizamos uma releitura da evolução da discussão envolvendo categorias e gêneros jornalísticos a partir de Luiz Beltrão (1980) e José Marques de Melo (1985), considerando, nestas, as discussões atuais.
    2.2 Foram sugeridas ao grupo as leituras de CHAPARRO, LIMA, MARCONDES FILHO e SEIXAS, além dos autores supracitados.
    2.3 Combinamos que o foco das leituras até o próximo encontro se dará em torno da questão envolvendo os gêneros diversional e interpretativo, para somente então darmos o prosseguimento do próximo passo.

PRÓXIMO ENCONTRO: 10/03, 14h, Agência Experimental