Mostrando postagens com marcador pesquisa empírica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisa empírica. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de novembro de 2010

Relatório de encontro (15)

Data: 12/11
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Vanessa, Joel, Marília e Pedro

O objetivo do encontro foi, em primeira instância, reunir o que cada pesquisador havia coletado em termos de dados quantitativos a partir do corpus selecionado, qual seja, edições dos jornais Gazeta do Sul e Zero Hora correspondentes a um mês. Essa coleta se deu a partir de análise aplicada ao conteúdo das publicações de acordo com categorias estabelecidas anteriormente pelo grupo, e que visavam perceber a evidência das categorias diversional e intepretativo em veículos de caráter generalista, um local e outro regional. Esse levantamento deu origem a tabelas.

Com todo o material reunido, o grupo fez uma análise em conjunto a fim de extrair as primeiras possibilidades de intepretação. Na sequência, foram feitos os encaminhamentos para a produção de um dossiê com base no que foi levantado. Foi discutida a estrutura deste texto e divididas as tarefas. A ideia é que o documento embase artigos a serem enviados para revistas e congressos, uma vez que a pesquisa se encontra em estágio significativamente avançado, já com resultados a serem partilhados.

Próximo encontro: 27/11, 14h.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relatório de encontro (13)

Data: 22/10
Horário: 14h
Local: Bloco 15
Presentes: Vanessa, Marília, Pedro, Demétrio

O encontro foi de apresentação e discussão dos resultados parciais da análise do conteúdo dos jornais, que está em andamento. Cada monitor expôs o que havia sido coletado até o momento, e algumas observações interessantes foram registradas. Casos específico deflagrados durante a pesquisa foram analisados.

Também foi feita uma breve avaliação da apresentação do projeto no Seminário de Iniciação Científica da Unisc (SIC), ocorrido na mesma semana.

Foi estipulado como prazo para conclusão da montagem das tabelas o próximo encontro. Na ocasião, será apresentado uma quantificação parcial do material.

sábado, 25 de setembro de 2010

A caminho da primeira visada empírica

Conforme acordamos no encontro da semana passada, 17, nosso grupo de pesquisa começa a se preparar para a primeira pesquisa empírica, tendo como objeto jornalismo impresso diário.

O primeiro passo - definição do corpus e problema de pesquisa - já foram resolvidos na semana passada.

Amanhã, 24, será o momento de aprofundarmos a discussão em torno dos gêneros e categorias que nos servirão como norte na pesquisa.

Sem entrar em maiores detalhes, podemos adiantar que serão analisadas as categorias interpretativo e diversional, que requerem conceituação.

Por jornalismo interpretativo vamos entender aquele que, a partir do grau de noticiabilidade dos acontecimentos e liberdade estilística, permite não apenas o posicionamento do autor do texto como uma interpretação/explicação mais contextualizada do conteúdo por parte de quem tenha acesso a ele. (SOSTER, PICCININ, 2010)

Os gêneros que compõem o jornalismo interpretativo, segundo José Marques de Melo (2010), são:

DOSSIÊ. Mosaico destinado a facilitar a compreensão dos fatos noticiosos. Condensação de dados sob a forma de "boxes", ilustrados com gráficos, mapas ou tabelas. Trata-se de matéria destinada a complementar as narrativas principais de uma edição.

PERFIL. Relato biográfico sintético, identificando os "agentes" noticiosos.

ENQUETE. Relato das narrativas ou pontos de vista de cidadãos aleatoriamente escolhidos.

CRONOLOGIA. Reconstituição de acontecimentos de acordo com variedades temporais (secular, anual, semanal, horária). Destina-se a reconstruir o fluxo das ocorrências, permitindo sua melhor compreensão pelo receptor.

A estes, e considerando que a interpretação também representa uma forma de aprofundar a informação, acrescemos a REPORTAGEM.

Assim, compõem a categoria JORNALISMO INTERPRETATIVO os gêneros REPORTAGEM, DOSSIÊ, PERFIL, ENQUETE E CRONOLOGIA.

Por jornalismo diversional, sob outro ângulo, como já havíamos adiantado, vamos entender, uma forma de jornalismo que engloba textos que, "(...) fincados no real, procuram dar uma aparência romanesca aos fatos e personagens captados pelo repórter" (MARQUES DE MELO, 1985, p.22).

Por esta perspectiva, a natureza diversional desse tipo de jornalismo está no resgate das formas literárias de expressão: uso de recursos como flashbacks, digressões, diálogos, aprofundamentos psicológicos etc. para estabelecer suas narrativas.

Dada a profusão de nomenclaturas que surgiram após a categorização de Marques de Melo, e em consonância com o que sugere o Dicionário de Comunicação (2009), utilizaremos, na pesquisa, jornalismo diversional como sinônimo de a) jornalismo literário, b) literatura de realidade (ou não ficcional), c) jornalismo em profundidade, ou, ainda, d) jornalismo de autor.

Os gêneros que compõem o jornalismo diversional, novamente de acordo com José Marques de Melo (2010), são:

HISTÓRIA DE INTERESSE HUMANO. Narrativa que privilegia facetas particulares dos agentes noticiosos. Recorrendo a artifícios literários, emergem dimensões inusitadas de protagonistas anônimos ou traços que humanizam os "olimpianos".

HISTÓRIA COLORIDA. Relatos de natureza pictórica, privilegiando tons e matizes na reconstituição de cenários noticiosos. Trata-se de uma leitura impressionaista, que penetra no âmago dos acontecimentos, identificando detalhes enriquecedores, capazes de iluminar a ação de agentes principais e secundários.

Assim, compõem a categoria JORNALISMO DIVERSIONAL os gêneros HISTÓRIA DE INTERESSE HUMANO E HISTÓRIA COLORIDA.

REFERÊNCIAS

BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Porto Alegre: Sulina, Ari, 1980.

MARCONDES FILHO, Ciro (org.). Dicionário da Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.

MARQUES DE MELO, José; ASSIS, Francisco de. Gêneros jornalísticos no Brasil. São Paulo: Metodista, 2010.

MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.

SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação. Disponível em: [http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/seixas-classificacao-2009.pdf] Acesso em: 5 de fevereiro de 2009.

PICCININ, Fabiana; SOSTER, Demétrio de Azeredo. Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças. In: XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom. 2010. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Anais.