sábado, 31 de julho de 2010
Paper do grupo será apresentada em Caxias do Sul
Partimos do pressuposto, no paper, que, em um determinado cenário, de profunda imersão tecnológica, gêneros jornalísticos que pareciam relegados a um segundo plano de importância - caso do interpretativo e do diversional - emergem como forma, entre outros, de emprestar mais identidade e credibilidades aos jornais, revistas etc.
Há de se observar que, em comum, tanto diversional quanto interpretativo se valem da literatura para estabelecer seus discursos.
A mesa que participaremos na Intercom, que se realiza das 14 às 18 horas do dia 6 de setembro, terá como tema "Do jornalismo diversional ao jornalismo humanizado: múltiplas perspectivas", e a coordenação é de José Marques de Melo.
Confira aqui a programação completa.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Relatório de encontro (8)
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Relatório de encontro (7)
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel
Aspectos trabalhados:
1. Neste encontro, abordamos, principalmente, mas não só, o livro O mal estar na civilização, de Sigmund Freud. O fato do mal estar ser algo inato ao ser humano, e que ele utiliza de três formas para escapar do desconforto, a arte/conhecimento, os narcóticos e a religião, foi um dos aspectos levantados na reunião. Fizemos uma ponte entre a obra de Freud, a de Arlindo Machado (Arte e Mídia) e a de Benjamin (A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica), associando a arte com a comunicação e o jornalismo.
2. Encaminhamento da leitura de trecho do livro A estética (página 72 a 116).
PRÓXIMO ENCONTRO: 02/06, às 9h, ena sala de estudos do Mestrado em Letras.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Relatório de encontro (6)
Horário: 14h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel
Aspectos trabalhados:
1. Neste encontro, abordamos mais especificamente as obras Arte e Midia, de Arlindo Machado e A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin. Em consonância, tanto Benjamin quanto Machado percebem a arte como mutável, sofrendo influência direta da sua época. Por outro lado, Machado expõe e exmplifica as possibilidades das artes visuais mais recentes (o cinema mais especificamente) enquanto que Benjamin as enxerga com um certo pessimismo, compreensível pela época na qual escreveu sua obra. Foram citados também alguns conceitos da obra O que é arte, de Jorge Coli que ajudaram a elucidar o tema central proposto para esta reunião.
2. Reencaminhamento da leitura de O mal estar na civilização, de Sigmund Freud e encaminhamento de uma análise da emissão televisiva Hoje é dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando de Carvalho e veiculada na Rede Globo em 2005.
3. Para o próximo encontro, assumimos a incumbência de fazer a leitura completa da obra O mal estar na civilização, de Sigmund Freud, e não de fragmentos, como havia se acordado anteriormente além de uma nova análise da bibliografia vista nesta reunião.
PRÓXIMO ENCONTRO: 26/06, às 14h, em local ainda a definir
sábado, 12 de junho de 2010
leituras
quarta-feira, 2 de junho de 2010
"O que é arte", de Jorge Coli
A arte, para nós
A dificuldade do desafio o qual Jorge Coli pretende enfrentar em O que é arte é assumida pelo próprio, logo nas linhas iniciais do livrinho. Se reconhecer que determinado produto se trata de uma obra de arte é tarefa simples para qualquer um, entender o porquê da decisão e elaborar um suporte teórico a partir dela é algo extremamente complicado. Por meio de uma riquíssima costura de referências e dados históricos, o especialista da Unicamp e crítico da Folha de São Paulo acata a missão e cumpre-a.
A resposta à pergunta-título surge, aliás, sem grandes rodeios nos primeiros parágrafos. A idéia principal, que permeará todo o texto, é a de que há instrumentos, locais e instituições responsáveis pela atribuição do estatuto de arte à uma obra. E, ainda mais importante, que essas ferramentas são absolutamente indissociáveis da cultura na qual estão inseridas. Ou seja, a determinação do que é arte e o que não é, está diretamente relacionada à cultura e ao momento vivido pela sociedade em questão.
O discurso de profissionais autorizados é talvez o instrumento principal de decisão. A palavra de críticos, historiadores, peritos, curadores de museus é reconhecida por nós como determinante. Quando fala-se de locais previstos, considera-se que museus e galerias garantem ao material exposto a etiqueta de “arte”. E quanto às instituições, entende-se, por exemplo, o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que protege obras arquitetônicas, invariavelmente conferindo à elas o título de “artística”. O autor conclui:
[...]
O importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata, lógica ou teórica, de conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.
Essencial ressaltar que, além de determinar o que é arte, esses instrumentos, em especial o discurso crítico, também estabelecem uma hierarquia entre as obras; dispõe-nas em uma ordem de excelências, classificando uma como maior que outra. Daí surge a idéia de “obra-prima”, que seria a peça excepcional em relação às demais (a partir de uma escola, uma década ou um autor).
Ao defender que os critérios de decisão estão ligados à cultura, o autor abre caminho para uma série de discussões. Uma delas diz respeito ao consenso. Dificilmente haverá unanimidade no reconhecimento do valor artístico da obra, mas uma maioria é suficiente para atestar. O interessante é que este consenso não é imutável, pelo contrário, evolui na história. Portanto, o que não foi arte em seu período de origem pode ser reconhecido como arte, hoje.
Outro ponto pertinente é que há objetos que perderam seus papéis de outrora para, então, serem titulados como artísticos. Há peças que originalmente serviam apenas para alguma função prática e que, levadas para museus, transformaram-se em produtos a serem exclusivamente admirados (utensílios domésticos antigos, por exemplo). Outros elementos possuíam funções sociais, econômicas ou religiosas que se dissolveram com o tempo e as mudanças na sociedade. Como exemplo, a ópera, que já foi popular e lucrativa, e hoje é freqüentada unicamente com propósito de apreciação cultural.
A questão do estilo também merece nossa atenção. Como definição, os elementos recorrentes nas obras de um autor, que permitem associá-lo e associá-las à determinada vanguarda. O problema é que esse processo de agrupamento é complexo e depende apenas parcialmente dos tópicos estilísticos, o que muitas vezes é ignorado em taxações apressadas e inadequadas. Coli resgata o pintor Fra Angélico como exemplo:
[...]
É gótico ou renascentista? Podemos perguntar se há necessidade de escolher um rótulo qualquer [...], pois o importante não é assimilar seu estilo ao que supomos seja o gótico ou a pintura de Renascença, mas descobrir o que o artista revela como preocupações, como visão, qual a sua especificidade entre as artes de seu tempo.
Por fim, destacamos as reflexões mais aprofundadas sobre a relação do indivíduo com o objeto artístico. Ainda que, como já dissemos, o rótulo de arte seja atribuído por meio de instrumentos da cultura, algumas peças nos parecem imanentemente possuidoras de valor, acima de qualquer coisa – os grandes títulos universais e atemporais . Tudo isso, no entanto, não passa de projeção. As obras são o que são, “para nós”.
Somada à idéia anterior de que os objetos perdem suas funções primitivas para se tornarem arte, essa relação acaba por distanciar a obra de seu público, justamente porque seu sentido original foi alterado. Ou então, no caso de uma peça que sempre foi artística, porque seu “destinatário” e a situação em que foi produzida, mudaram. Há também fatores de ordem material que se colocam entre nós e a obra: degradação, perda de qualidade, coloração, tonalidade, etc.
Assim, a separação de seu contexto inicial torna a obra de difícil acesso para nós – mais ou menos de acordo com o nível de conhecimento, mas a distância nunca é completamente eliminada. Apreciamos o objeto artístico, atribuindo à ele as significações de nossa cultura. E é esta idéia que traduz perfeitamente o resultado obtido por Jorge Coli neste excelente e altamente recomendável livrinho.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica
Freud e Benjamin
Segue também em PDF o texto clássico "A obra de arte na época da reprodutibilidade técnica" do Walter Benjamin.
Gostaria de lembrar a todos que se aventurarão nas leituras que o Benjamin, apesar de ser um dos frankfurtianos mais leves, é um frankfurtiano, o que demanda relativizarmos sua falta de fé na produção artística.
Já quanto a Freud, este foi muito criticado por este seu texto também pelo pessimismo.
Mas lembrem-se, estamos num momento de ascensão do nazismo e todas estas figuras estão muito incomodadas e assustadas com essa ameaça.

Boa leitura para vocês.
E sobretudo menos tanatos e mais eros a todos.
Relatorio de encontro (5)
Horário: 14h
Local: sala da coordenaçao do curso de Comunicaçao
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel
Aspectos trabalhados:
1. Na reunião de hoje, houve duas grandes mudanças no nosso projeto. A primeira delas é a entrada de um novo membro, um novo pesquisador. O aluno de Jornalismo, Joel Haas, de agora em diante colaborará com a pesquisa, postará no blog e todo o restante. A segunda, é que reestruturamos o projeto de pesquisa. Mudamos no sentido de que alargamos o objeto de estudo e, também, as bibliografias. Ao invés de nos focarmos apenas no jornalismo diversional, vamos trabalhar com a intersecçao da literatura com o jornalismo, no que toca as semelhançcas e as diferenças entre eles. No que um se apropria do outro e vice e versa.
2. Encaminhamento das leituras de Arte e Midia, de Arlindo Machado; A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin; e O mal estar na civilização, de Sigmund Freud.
3. Para o próximo encontro, assumimos a tarefa de fazer as leituras indicadas e trazer outras possíveis, que possam colaborarcom a pesquisa.
PRÓXIMO ENCONTRO: 18/06, às 14h
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Relatório de encontro (4)
Data: 20/04
Horário: 15h30
Local: Sala 1507
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa e Pedro
Aspectos trabalhados:
1. Discutiu-se o conceito de atualidade, com base em autores como Lage, Franciscato, Erbolatto e Alsina. Definiu-se que nos apropriaremos do termo como sinônimo de "acontecimento imediato, recente do ponto de vista temporal";
2. Encaminhamento das leituras de A construção da notícia (Alsina, 2009), de Miquel Rodrigo Alsina; As técnicas da comunicação e da informação (Presença, 1999), de Adriano Duarte Rodrigues; e A atualidade no jornalismo, de Carlos Eduardo Franciscato (disponível em: http://www.crisluc.arq.br/A%20atualidade%20no%20jornalismo.pdf).
3. Para o próximo encontro, assumimos a tarefa de concluir a pesquisa por obras publicadas na primeira metade do século passado bem como a revisão da tabela de análise.
PRÓXIMO ENCONTRO: 07/05, 14h
sábado, 10 de abril de 2010
Telejornalismo literário
Pessoal:sexta-feira, 9 de abril de 2010
Relatório de encontro (3)
Horário: 10h
Local: Coordenação do curso de Comunicação Social.
Presentes: Demétrio, Vanessa e Pedro
Aspectos trabalhados:
1. Discussão sobre as mudanças no projeto da pesquisa, tais como atualização na bibliografia, confecção de um cronograma de trabalho e aprofundamento da metodologia.
2. Discussão sobre texto a ser apresentado no Intercom, em Caxias do Sul, de 2 a 6 de setembro de 2010.
3. Encaminhamento da leitura de Letra impressa: comunicação, cultura e sociedade (Sulina, 2009), organizado por Eduardo Granja Coutinho e Márcio Souza Gonçalves.
4. Apresentação do livro Jornalismo e Literatura em convergência (Atica, 2007), de Marcelo Bulhões, e da pesquisa sobre as obras classificadas como jornalismo diversional que foram lançadas até 1950 (que podem ser acompanhadas na barra lateral do blog). A partir desta análise, revimos nossa conceituação teórica sobre o gênero diversional (ver post anterior) e vamos fazer uso e aprofundar o conceito de atualidade.
5. Para o próximo encontro vamos procurar por obras publicadas de 1950 até 2000.
PRÓXIMO ENCONTRO: 20/04, 15h30, na coordenação do Curso de Comunicação Social.
Uma descoberta importante
Explico: havíamos combinado, ainda no início da pesquisa, que prestaríamos atenção, em termos de busca, nos livros escritos de forma diversional, não considerando, por exemplo, as matérias desse gênero publicadas em jornais e revistas.
O problema é que, por esse viés; caso consideremos apenas o suporte livro, nos primeiros 50 anos do século 20, por exemplo, temos quase que somente Euclides da Cunha e seu Os Sertões em termos de origens.
Em este espectro de alargando para as páginas dos jornais e revistas, no entanto, novos e importantes nomes passam a integrar a lista, caso de João do Rio, e, mais tarde, Edgar Morel e Joel Silveira, para ficarmos em três dos mais famosos.
Então, vamos deixar o suporte um pouco de lado neste momento e sigamos nosso garimpo em direção às manifestações discursivas.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Quero repercutir o post da Vanessa. Estou gostando muito de reler Os Sertões. Li esse livro ainda na faculdade e na época o achei árido, quase sem poesia, com o perdão da heresia. Hoje o sabor é bem outro. Muito melhor. (A passagem do tempo, afinal, tem que servir para alguma coisa além da coleção de marcas e rugas.)
Bem, à parte a digressão, além do texto da Barbara indicado pela Vanessa ser interessante e oportuno, - até porque coloca em cheque as categorizações tão caras à nossa discussão - achei importante trazer para os nossos registros as bibliografias que ela usa e que, possivelmente, serão oportunas para nós. Para que isso não se perca segue abaixo a lista:
ABREU, Allan de. "New Journalism: A experiência literária no Jornalismo". Revista Etecetera, número 19, 2006. http://www.revistaetcetera.com.br/19/new_journalism/2.htm
ANDRADE, Olímpio de Souza. História e Interpretação de Os Sertões. Org. e Int. Walnice Nogueira Galvão: 4ª. edição. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2002.
ARCOVERDE, Wilson. "Oito livros para entender o novo jornalismo". http://www.rabisco.com.br/21/jornalismo.htm
BORGES, Luís. "O romance-reportagem e a denúncia social no Brasil", 2001. http://www.diariopopular.com.br/21_08_01/artigo.html
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira, São Paulo: Cultrix, 1980.
CUNHA, Euclides da. "Coleção de periódicos do jornal O Estado de S. Paulo entre julho de 1897 e janeiro de 1898". (Campanha de Canudos).
__________________. Os Sertões. Organização de Leopoldo Bernucci. São Paulo:Ateliê, 2002.
DEL GUERRA, Rodolpho. Conhecendo Euclides da Cunha. Volume II, 1998.
HERMMAN, Jacqueline. "Canudos Destruído em Nome da República", 1996.
http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg3-4.pdf.
JORGE, Sebastião. "O Repórter Euclides da Cunha". Observatório da Imprensa, 21/8/2002.
MARTINS,Wilson. Discursos acadêmicos (II). JB online, 29/10/2005.
http://www.jornaldepoesia.jor.br/wilsonmartins111.html
quinta-feira, 11 de março de 2010
As singularidades de O Mago
Como o título sugere, trata-se, aqui, de compreender onde se encaixam as biografias de natureza jornalística à luz das categorias conceituais do jornalismo.
Trabalho brilhante, que denota o estágio de amadurecimento da pesquisa em jornalismo desde a etapa de graduação.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Por que jornalismo diversional?
A opção recaiu sobre a categoria jornalismo diversional, nos moldes propostos inicialmente por José Marques de Melo (1985).
Ou seja, àquela forma de jornalismo que engloba textos que, "(...) fincados no real, procuram dar uma aparência romanesca aos fatos e personagens captados pelo repórter" (1985, p.22).
Por esta perspectiva, a natureza diversional desse tipo de jornalismo está no resgate "(...) das formas literárias de expressão": uso de recursos como flashbacks, digressões, diálogos, aprofundamentos psicológicos etc. para estabelecer suas narrativas.
Dada a profusão de nomenclaturas que surgiram após a categorização de Marques de Melo, e em consonância com o que sugere o Dicionário de Comunicação (2009), utilizaremos, na pesquisa, jornalismo diversional como sinônimo de a) jornalismo literário, b) literatura de realidade (ou não ficcional), c) jornalismo em profundidade, ou, ainda, d) jornalismo de autor.
Mas no que, afinal, o jornalismo diversional se diferencia, por exemplo, do interpretativo, visto por Luiz Beltrão (1980) como sinônimo de "reportagem em profundidade" e considerando que ambos não têm amarras estilísticas?
Basicamente porque, neste, o que está em jogo é a realidade contextual, sendo que o objeto tem valor de notícia e há uma preocupação clara em fazer o leitor compreender/interpretar o que está posto no texto (SEIXAS, 2009, p. 66).
Sua intenção, e estrutura, estão voltadas no sentido de ajudar o leitor na compreensão do assunto em questão, enquanto que, no diversional, esta preocupação não existe.
Deveremos ter cuidado, no entanto, e ainda que nossa opção analítica sejam os textos diversionais em livro, de não vincular as categorias discursivas ao suporte em que eventualmente se encontram, mesmo sabendo que o dispositivo influi na forma como o discurso se estabelece.
Ou seja, achar que diversional é sinônimo de livro e interpretativo, de revista.
Basicamente porque reduziria a importância de nosso objeto.
Falaremos disso mais adiante.
Fontes utilizadas neste post:
BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Porto Alegre: Sulina, Ari, 1980.
MARCONDES FILHO, Ciro. Dicionário de Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.
MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Vozes: Petrópolis, 1985
SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação. Disponível em: [http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/seixas-classificacao-2009.pdf] Acesso em: 5 de fevereiro de 2009.
Ponto de partida
Originado de matérias publicadas no jornal O Estado de S. Paulo nos anos de 1897 e 1898 pelo próprio Euclides, o livro foi publicado em dezembro de 1902 e é considerado o primeiro livro-reportagem do jornalismo brasileiro. Num primeiro momento, nosso foco se concentrará em verificar os livros-reportagem publicados desde Os sertões, portanto, a partir de 1902, até 1950. O resultado pode ser acompanhado na barra lateral esquerda do blog ao longo das próximos dias.
Quer saber mais sobre o livro e sua relação com o jornalismo? Leia o texto baseado no trabalho de conclusão de curso de Bárbara Dal Fabbro, disponível no site Observatório da Imprensa.
Relatório de encontro de trabalho
Horário: 14h-15h
Local: Agência Experimental de Jornalismo
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro
Aspectos trabalhados
1 o dia e horário dos encontros foram alterados para sextas-feiras às 10h, a cada quinze dias
2 delimitamos o foco de nossa pesquisa em torno do gênero JORNALISMO DIVERSIONAL publicado em livro.
XXX2.1 nesta filtragem, fica excluído o que consideramos Jornalismo Interpretativo, apesar das semelhanças entre os segmentos.
XXX2.2 os critérios de delimitação dos objetos de estudo são: textos não ficcionais mas que se utilizam de elementos próprios da literatura; cuja narrativa foca-se em acontecimentos ou personagens; cuja autoria mantenha algum diálogo estabelecido com a instituição jornalística; avalizados como jornalísticos por algum sistema de reconhecimento (selos, apresentações)
3 a próxima etapa da pesquisa será o mapeamento histórico de obras brasileiras que atendem a estes critérios
XXX3.1 a partir de agora até o próximo encontro, cada integrante ficará responsável por buscar títulos para o mapeamento, publicados na primeira metade do século passado (tomando como ponto de partida a publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha)
XXX3.2 os títulos encontrados deverão ser partilhados no blog e levados para o próximo encontro para discussão
PRÓXIMO ENCONTRO: 26/03, 10h, Agência Experimental
segunda-feira, 8 de março de 2010
Pessoas não gostam de porcarias
Para quarta, 10
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Relatório
1 questões formais de trabalho:
1.1 Nossos encontros serão quinzenais, sempre a partir das 14 horas de quarta-feira. Esta data pode ser alterada conforme a necessidade.
1.2 Os relatórios serão feitos após o término de cada encontro, sempre por um componente diferente do grupo.
1.3 O coordenador do grupo ficará responsável pela criação de um registro bibliográfico das leituras feitas
1.4 O aluno Pedro Piccoli Garcia criará um blog para o grupo, cujo nome será Jornalismo e Literatura: interfaces e intersecções
1.5 Este blog servirá para registramos o andamento dos trabalhos do grupo, com links para atividades realizadas por outros pesquisadores, publicações etc.
2 questões voltadas à pesquisa:
2.1 realizamos uma releitura da evolução da discussão envolvendo categorias e gêneros jornalísticos a partir de Luiz Beltrão (1980) e José Marques de Melo (1985), considerando, nestas, as discussões atuais.
2.2 Foram sugeridas ao grupo as leituras de CHAPARRO, LIMA, MARCONDES FILHO e SEIXAS, além dos autores supracitados.
2.3 Combinamos que o foco das leituras até o próximo encontro se dará em torno da questão envolvendo os gêneros diversional e interpretativo, para somente então darmos o prosseguimento do próximo passo.
PRÓXIMO ENCONTRO: 10/03, 14h, Agência Experimental
