quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Relatório de Encontro (34)

Data: 9/9/2011

Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc

Hora: 9h45

Presentes: Andréia Bueno, Demétrio de Azeredo Soster, Fabiana Piccinin, Frederico Carlos.
No dia 9 de setembro, no primeiro momento do encontro, os professores Fabiana Piccinin e Demétrio Azeredo Soster lançaram a idéia de trazermos mais pessoas (acadêmicos e/ou professores) para o grupo de pesquisa. Pessoas interessadas e afim de contribuir para o crescimento do grupo. Ficou acertado que este será um “chamamento direcionado”, todos poderão indicar nomes e o convite será feito pelos professores e coordenadores do grupo.

No segundo momento, foi aberto uma discussão para definirmos sobre o tema da pesquisa, se continuaremos no audiovisual ou se passaríamos para o próximo assunto. A professora Fabiana Piccinin sigeriu aprofundar nas narrativa e análise do imaginário. Seguir a partir de Juremir e abrir para conceitos maiores. Aprofundar também nas pesquisas sobre imaginário. Autores comos Bartez, Bill Nicholls serão utilizados nesta fase dos estudos.

O professor Demétrio deu idéia de termos mais tempo para leituras, ao invés de fazermos os encontros uma vez por semana, como vem sendo feito, a sugestão foi de passarmos a nos encontrar a cada 15 dias. A idéia foi aceita pelos demais integrantes do grupo. Fico definido também que a cada leitura, os integrantes se comprometem a fazer pequenos relatórios, resumindo as principais idéias dos autores. Estes textos poderão ser trocados por e-mails com a finalidade principal de discutirmos os autores em questão. Os relatórios dos encontros também passarão por pequenas alterações, ficou acordado que estes deverão se tornar mais densos, com maior número de informações.

Os professores Demétrio e Fabiana se comprometeram a elencar autores, leituras específicas e/ou capítulos para serem lidos. Os encontros começarão às 8h30 e no primeiro momento será sempre feita uma recapitulação das leituras a partir das dúvidas e anotações trazidas pelo grupo. O próximo encontro ficou acertado para o dia 23 de setembro, às 8h30 na Sala do Mestrado. As listas de leitura serão enviadas por e-mail..

No terceiro momento do encontro do dia 9 de setembro, o professor Demétrio falou sobre o Intercom, onde ele participou da mesa de pesquisa de gênero jornalísticos criado e coordenado por José Marques de Melo e Francisco de Assis. (Mesa de trabalho em congresso: momento em que pesquisadores se reúnem para estudar.) Demétrio explicou que existiam três mesas, com 8 trabalhos cada. Ele foi o coordenador de uma destas mesas de discussão e apresentou, durante o encontro, a pesquisa sobre jornalismo diversional e interpretativo desenvolvido pelo nosso grupo.

Para Demétrio congresso trouxe resultados positivos, porém, no que diz respeito aos gêneros jornalísticos dentro do audiovisual, na opinião dele, foram discussões fracas.
Passado este momento, foram abertas as discussões sobre o livro Tecnologias do Imaginário, de Juremir Machado. Partimos as discussões da página 43 do livro, uma vez que as páginas anteriores a esta já haviam sido discutidas pelo grupo em encontros anteriores. Para o professore Demétrios, Juremir no primeiro momento do capítulo, faz uma releitura de onde surge idéia de imaginário. Depois fala das diferentes formas de tecnologias. Neste capitulo ele amplia conceitos. No final do livro ele propõe o lugar da técnica. Para ele existe um novo ambiente (internet) onde as tecnologias do imaginário só passam a existir a a partir de uma nova configuração do espaço sócio cultural. Demetrio coloca que a “rede” torna o imaginário possível: “todo imaginário é rede” (pg: 97).

É preciso pensar nas tecnologias de forma mais dinâmica, mais rica. Não mais pensarmos nela como algo a nos alienar. No momento atual as coisas estão misturadas: “ somos objetos sujeitos numa ordem dialógica de sujeição e manipulação” Juremir Machado. Tecnologias do imaginário. Pg: 99.
No final do capitulo, o autor dialogo com o jornalismo, e cita a reportagem investigava. Para Demetrio “diante de tudo que ele disse, diante de diferentes formas de tecnologias e de cenários propostos, existem formas do ponto de vista tecnológico que podem ser vistos/analisados por meio da reportagem investigativa.”

Demétrio ainda utilizou do exemplo das reportagens sobre legalidade que foram todas construídas a partir do “imaginário” dos cidadãos, sobre o que eles pensavam, sobre o que eles sentiram, etc.

A idéia do imaginário não é novidade, Juremir propõe um olhar mais específico deste fenômeno. Fabiana complementou que as tecnologias contemporâneas potencializam o imaginário.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Relatório de Encontro (33)

Data: 12/08/2011

Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc

Hora: 9h45

Presentes: Demétrio de Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia, Frederico Carlos e Cezar

Neste dia (12/08) abrimos a discussão falando sobre o livro Tecnologias do Imaginário, de Juremir Machado. Inserimos os primeiros capítulos para falar sobre os conceitos do imaginário e ensaiar suas razões.

Discutimos sobre o uso da razão e da consciência, passando pela semiologia e os estudos dos ícones. Colocamos o mito como elo para ensaiar a sua função dentro do conjunto de significados, como por exemplo Adão e Eva que, na religião, ficou evidente e ainda tem sua importância mística para os cristãos.

Também discutimos que a razão divide fronteiras estreitas com o imaginário, como exemplos dos cientistas, que por mais céticos e pragmáticos que possam ser precisam manter seu imaginário para fazer novas descobertas. A razão não alcança todos os meios. Para compor exploramos ainda a idade moderna sendo baseada na razão científica e a pós moderna como a aceitação por fenômenos em que a ciência não alcança.

Sobre reprodução o autor cita o exemplo da Monalisa, que refere-se a ela como um autêntico mito, que sua imagem seria uma reprodução virótica. “O imaginário é uma aura sem peso unitário.” Sobre superstição o autor coloca que é um exemplo de racionalização imaginária, que se estende para um entendimento das necessidades simbólicas do ser humano.

Foucault coloca que as tecnologias do imaginário são dispositivos de intervenção, formatação, interferência e construção das “bacias semânticas” que determinarão a complexidade (Morin) dos “trajetos antropológicos” de indivíduos ou grupos.

Para a próximo encontro (26/08) será apresentada as Tecnologias de Controle (página 28) e Tecnologias da Crença (página 43). Os responsáveis serão a Deka e o Fred.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Relatório de encontro (32)

Data: 05/08/2011
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 9h45
Presentes: Demétrio de Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia, Frederico Carlos e Adriano Moritz



Na reunião de hoje, dia 5, contamos com a participação de um novo membro do grupo de pesquisa (GT), o professor Adriano Moritz. A partir da semana devemos contar, ainda, com outros dois acadêmicos: Carine Immig e Fábio Goulart, que estudam Comunicação Social, habilitação Produção em Mídia Audiovisual , dando seguimento à proposta de expandir as discussões para além da relação da narrativa literária com Jornalismo, mas, sim, em todo o âmbito comunicacional.

Aproveitamos o encontro para discutir os artigos que começaram a ser feitos individualmente pelos acadêmicos participantes do GT. O estudante Joel Haas, em seu trabalho, vai abordar a pesquisa feita no início desse ano pelo grupo, que se refere à presença das categorias jornalísticas diversional e interpretativo na Revista Piauí, e que também deve ser apresentado no V Colóquio Nacional Leitura e Cognição - Olhares do contemporâneo sobre os textos: hermenêutica, cognição/conhecimento, comunicação e XII Semana Acadêmica de Letras, que ocorre de 17 a 26 de agosto na Unisc.

Já a recém graduada Vanessa Kannenberg deve discutir os sentidos emergentes das narrativas do documentário e das webreportagens, quais as suas diferenciações e aproximações. O artigo do também graduado Pedro Garcia, que vai abordar a intenção nos documentários, já havia sido debatido na reunião da semana passada.

Para a próxima semana, devem ser sugeridas outras leituras pelos coordenadores do GT, Demétrio Soster e Fabiana Piccinin, para dar seguimento às discussões sobre documentário. Entre os textos já apontados como essenciais estão o livro de Juremir Machado da Silva, As tecnologias do imaginário (Ciber Cultura, 20060, e o de Lúcia Santaella, Linguagens líquidas na era da mobilidade (Paulus, 2007).

O encontro ocorrena sexta-feira, dia 12, às 9h45, na sala do Mestrado em Letras.


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PS: O escritor e jornalista Juremir Machado da Silva vai estar em Venâncio Aires na próxima sexta-feira, dia 12. No auditório do colégio Bom Jesus, a partir das 19h30, ele lançará seu mais recente livro, Vozes da Legalidade – Política e Imaginário na Era do Rádio, e conversará com estudantes, jornalistas e comunidade interessada sobre esse importante momento da história política do Brasil. Mais informações no Portal Gaz.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Relatório de encontro (30)

Data: 22/07/2011
Local: Coordenação do Curso de Comunicação Social
Hora: 9h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Demétrio Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia e Frederico Carlos



Aproveitamos o encontro desta sexta-feira, dia 22, para realizar uma espécie de avaliação de toda atividade do grupo de pesquisa, mas também projetamos os próximos meses de estudo.

Uma das mudanças envolve a inclusão de mais membros ao grupo de pesquisa. Os antigos participantes declararam querer permanecer nas discussões, quais sejam, Vanessa Kannenberg e Pedro Garcia (mesmo formados, permanecem como pesquisadores voluntários) e Joel Haas e Andréia Bueno, além dos professores Fabiana Piccinin e Demétrio Soster. Já está inserido à equipe o acadêmico de Publicidade e Propaganda Frederico Carlos. No entanto, deve ser feita uma seleção para buscar outros dois novos alunos.

Quanto à recuperação do que já foi feito pelo grupo em um ano e meio de pesquisa, vale destacar que em 2010 nos voltamos a estudar a aproximação entre literatura e jornalismo na plataforma impressa. O ano se encerrou com uma pesquisa prática envolvendo a incidência das categorias jornalismo diversional e jornalismo interpretativo nos jornais diários Gazeta do Sul e Zero Hora. Já em 2011, mudamos o foco da pesquisa para os audiovisuais. Fizemos uma profunda revisão bibliográfica, com amplas discussões acerca da diferença entre ficção e não-ficcão, além de buscar subsídios para entender a aproximação entre documentário e comunicação. O resultado desse um ano e meio são quatro artigos científicos, sendo que dois já foram apresentados em congressos.

Por falar em produção acadêmica, optamos por mudar a metodologia de confecção de artigos. Ao invés de dividirmos tarefas e escrevermos a dez mãos, como vínhamos fazendo, decidimos trabalhar em artigos individualmente, principalmente quanto aos acadêmicos. Isso não significa que será um trabalho exclusivamente individual, pois ele será feito a partir de debates levantadas nas reuniões do GT e amplamente discutidos, parte a parte, pelos membros do grupo, no sentido de levantar ideias, hipóteses, sugerir autores e caminhos.

Nesse sentido, os acadêmicos já ficaram responsáveis por pensar em temas para artigos e apresentar o resumo de um deles na próxima reunião. Para isso, o professor Demétrio encaminhou dicas para a elaboração de resumo, que podem ser encontradas no blog Metodologias de Pesquisa, além de um blog que envolve questões gerais sobre produção academica, o Monografando.

Para finalizar, é importante salientar que decidimos continuar estudando a relação entre as narrativas literárias e audiovisuais até o final deste ano. Para 2012, reiteremos a vontade de permanecer com o grupo de pesquisa, mas a probabilidade é de, aí sim, mudarmos a plataforma de análise.


Próximo encontro: dia 29 de julho, às 9h30, junto à Coordenação do Curso de Comunicação Social

terça-feira, 12 de julho de 2011

Relatório de encontro (29)

Data: 02/07/2011
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras, bloco 53
Hora: 9h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Demétrio Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg e Andréia Bueno


Neste encontro, demos continuidade às discussões referentes aos textos do livro O Cinema do Real, organizado por Eduardo Coutinho e Amir Labaki.
O texto debatido durante o encontro foi “O Sujeito (extra) Ordinário”, de Eduardo Coutinho, Ismael Xavier e Jorge Furtado, apresentado pela professora Fabiana Piccinin.
Na abertura do texto o cineasta Jorge Furtado questiona o que afinal vem a ser o cinema clássico e se utiliza de dois grandes nomes da cinematografia, Lumiére e Melies, para mostrar que o cinema, mesmo que tenha nascido recentemente, pode apresentar múltiplos significados. Se Lumiére dizia que o cinema mostra a vida como ela é, e Melies acreditava no poder da edição, então Furtado diz se considerar muito mais Melies.
O cineasta diz que na linguagem coloquial, quando alguém se refere a um filme clássico, esta pessoa esta afirmando que o filme foi colocado “à prova do tempo”. Para o autor existe ainda a interpretação da palavra clássico como algo que “segue os cânones preestabelecidos”.
Sendo assim, segundo o texto, filme clássico é aquele que segue a determinados padrões impostos. Furtado questiona então:” que padrão é esse?” Para Furtado basta analisar os padrões de filmes norte-americanos e ali vai estar o tal padrão aqui questionado: uma “estrutura simples mas é, sem dúvida, clássica, já que remonta às origins das fábulas e, portanto “seu valor foi posto à prova do tempo”.
É desta forma que o cineasta diz acreditar em estruturas mentais, ou em inconsciência coletiva (quando os padrões se repetem). O texto discute esta inconsciência coletiva (Jung) e, assim, Furtado alega que as temáticas dos filmes são sempre as mesmas, o que mudam são as formas de abordar estes temas.
No texto, Furtado afirma: “Se a estrutura dramática do cinema “clássico” pode ter algo de natural e orgânico, seus procedimentos narrativos são apenas convenções eficientes: personagens que desconhecem a presença da câmera, atuam e falam segundo o que se convencionou chamar de naturalismo; cenários, figurinos e situações que simulam uma realidade possível (…) A linguagem deve permanecer escondida, de modo que o espectador em nenhum momento lembre-se de estar no cinema.”
O cineasta relata ainda que é pelo motivo de o cinema ser tão múltiplo que procura-se “nas outras linguagens a chave para a compreensão do gênero”.
Furtado alega que o cinema segue uma ordem platônica pois trabalha com: a história imaginada, a idealizada e a posta. Para ele o diretor pega os elementos da vida do sujeito e ordena no filme. O texto traz, para encerrar a opinião de Furtado, diversas citações que comprovam a busca por uma linguagem literária em obras consideradas“clássicas”.
Eduardo Coutinho, para explicar o cinema, faz algumas citações (como ele mesmo afirma: desconxas) para enfatizar, que para ele lhe interessa as coisas dos outros. Frases como: “ A partir do momento em que as pessoas lhe esquecem, você começa a ter talento” e “Deus está no particular” aparecem no texto. Coutinho encerra relatando sobre um filme, produzido por um undergroung americano,Jonas Mekas, que se passa em Nova Iorque e é um filme testamento. Para Coutinho uma produção do real e algo incrível.
Para Ismael Xavier trata-se da “ invenção de um certo tipo de subjetividade na qual passa a haver um desdobramento e se perde qualquer ilusão de transparência em relação ao “eu”. (…) “Para Xavier é esta subjetividade que cria “toda uma serie de jogos de espelhos” e que dá origem ao romance (abordado nos filmes). Para ele é preciso existir um reconhecimento do espectador com o filme. “O espectador entra num processo de empatia. De identificação com aquele universo imaginário que é o mundo ficcional, e se relaciona com o personagem”.

Ficou acordado entre os presentes que o próximo encontro vai acontecer no dia 15/06, às 9h30min na Sala de Estudos do Mestrado em Letras, no bloco 53 da Unisc. Pede-se que para este encontro, os participantes releiam os relatórios que se encontram no blog do que foi feito até aqui e tragam sugestões para produção do artigo. Também foi sugerido que todos façam a leitura do artigo produzido pela professora Fabiana Piccinin, o qual ela se comprometeu a enviar por e-mail.
Neste próximo encontro o grupo dará continuidade as discussões sobre o livro “O Cinema do Real”, e o próximo texto a ser debatido vai ser “Documentários de busca: 33 e Passaporte Húngaro”, de Jean-Claude Bernardet.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Relatório de encontro (28)

Data: 10/06/2011 Horário: 9h30
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Joel, Pedro Vanessa e Andreia


Neste enconto, demos continuidade às discussões referentes aos textos do livro O Cinema do Real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki.

O primeiro texto debatido, que foi apresentado pelo acadêmico Joel Haas, é intitulado "Sobre documentos e sapatos", de Russel Porter.

Na sequência, a acadêmica Vanessa Kannenberg coordenou a leitura do artigo "Uma conversa com professores e alunos sobre a realização de documentário", de Michael Rabiger. Neste texto, o autor faz uma fala no sentido de como fazer documentários. De acordo com ele, o problema está em como "produzir documentários que encontrem maneiras novas e individuais de contar histórias, com vigor em suas narrativas" (p.54). Este ponto torna-se interessante do ponto de vista da nossa pesquisa no sentido de que ele corrobora com a ideia de "contar algo para alguém" e de "maneira nova, interessante".

Num outro momento, Rabiger fala que o bom documentário é aquele que permite que o espectador adquira "uma percepção da realidade". Ou seja, ele não precisa dar conta do todo, mas expressa um ponto de vista, uma ideia, assim como uma reportagem jornalística, pois todos sabemos que é impossível descrever o real, há sempre um ponto de vista, uma percepção, embora se busque uma aproximação com os fatos da forma como ocorreram.

Neste o texto, o autor ainda aborda a ideia de que o documentário se difere, por exemplo, de filmes históricos, ou de ficcão, na medida em que estes "olham para trás", e aqueles olham para o presente. Entendemos com isso, não que o documentários fale apenas de temas atuais, mas que, mesmo olhando para fatos passados, a visão com que se olha para trás será sempre do presente, com olhos de quem já sabe o que aconteceu.

Outra questão bastante pertinente do texto é a ideia de "ponto de vista". Para Rabiger, o ponto de vista se refere à "misteriosa combinação de circunstâncias pelas quais criamos simpatia e envolvimento com um personagem" (p.58). Além desse conceito, o de "evidência" também é interessante.

 

Próximo encontro: 17/06, às 9h45, na sala do Mestrado em Letras.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Liliana Sulzbach e o curta "baseado em fatos reais" Amigos Bizarros do Ricardinho

Na terça-feira, dia 07 de junho, o Curso de Comunicação Social da Unisc trouxe para oficina e palestra a produtora audiovisual Liliana Sulzbach. Durante a tarde ela ministrou uma oficina sobre "As diferentes abordagens do documentário" e à noite concedeu uma palestra sobre "Os mecanismos da produção audiovisual".

Baseado em "fatos reais"

E felizmente para o nosso grupo de pesquisa, que está neste exato momento estudando as intersecções entre documentários de ficção e de não-ficção (valendo-se da conceituação de Nichols), Liliana trouxe à luz das discussões a obra ficcional "Amigos Bizarros do Ricardinho".

E a própria sinopse da produção já nos dá algumas pistas: "em personagens reais da vida de Ricardo Lilja, o filme traz a história de um jovem levado ao limite da tensão em um ambiente corporativo. Quando a situação torna-se insuportável, ele cria uma reação estranha: narra aos seus colegas as pequenas e insólitas histórias de seus amigos e familiares na cidade satélite de Viamão, próximo a Porto Alegre".



Assista ao curta gaúcho "Amigos Bizarros do Ricardinho"





Um pouco sobre Liliana Sulzbach
Liliana é Jornalista e mestre em Ciência Política pela UFRGS. Estudou Ciências da Comunicação na Freie Universität Berlin. Sócia-diretora da Tempo Porto Alegre, foi coordenadora de produções e do Núcleo de Cinema e Televisão da Zeppelin Filmes, de 1996 a 2008. Coordenadora Nacional do INPUT (International Public Television Conference) de 2001 a 2004. Trabalhou como produtora independente para a Hamburger Kino Kompanie/Hamburgo, M.Schmiedt Produções, Spiegel TV Alemanha, onde trabalhou em longas-metragens e realizou diversos filmes documentários.

Como diretora atuou em A Invenção da Infância (2000), O Cárcere e a Rua (2004), O Continente de Erico (2005), Um Menino vai para o Colégio (2007), Marleni (Teatro)(2009), A Cidade (2011)(Em finalização).

Como produtora em O Pulso (1997), Sul Sem Fronteiras (2000), Amigos Bizarros do Ricardinho, (2009).

Relatório de encontro (27)

Data: 02/06/2011
Horário: 9h30
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Joel, Vanessa e Andreia

Neste enconto começamos as discussões referentes ao livro o Cinema do Real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki . Todos os textos foram retirados do "O É Tudo Verdade? Festival Internacional de Documentários", que faz parte do circuito cultural de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento existe há nove anos e lança um balanço importante das discussões dos últimos quatro anos, ocorridas nas Conferências Internacionais de Documentário, em parceria com o Cinusp, no livro.

A primeira parte do livro, sob o signo da câmera digital, agrupa conferências que partem de questões decorrentes do impacto desta nova tecnologia em confronto com a longa história do documentário, amplamente debatida por Brian Winston e Laurent Roth, tomando como parâmetro a produção européia e americana. A seguir, Russell Porter, Michael Rabiger e Andrés di Tella abordam a produção latino-americana.

Entra em cena, então, o documentário brasileiro, com notáveis intervenções de João Moreira Salles, Eduardo Coutinho, Jorge Furtado, Ismail Xavier e Jean-Claude Bernardet, que constituem um dos pontos altos do livro. As diferentes abordagens convergem sempre para o mesmo ponto, quem quiser alcançar uma visão mais complexa da história recente do país, terá que passar, certamente, pelo documentário brasileiro.

Neste primeiro encontro baseado nos registros do livro, nos debruçamos sobre os dois primeiros capítulos: "A maldição do 'jornalístico' na era digital", de Brian Winston e "A câmera DV: órgão de um corpo em mutação", de Laurent Roth.



Próximo encontro: 10/06, na Sala de estudos do Mestrado em Letras

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Relatório de encontro (26)

Data: 13/05/2011
Horário: 9h30
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, e Vanessa



No encontra desta sexta-feira, as discussões enfocaram o capítulo 4 do livro Ïntrodução do documentário", de Bill Nichols. Intitulado De que tratam os docoumentários, o trecho da obra enfoca o teor dos filmes não-ficcionais. Citações do texto consideradas importantes:

"Para cada documentário, há três histórias que se entrelaçam: a do cineasta, a do filme e a do público." (p.93)

"Os documentários trabalham intensamente para extrair de nós as histórias que trazemos, a fim de estabelecer ligação e não repulsa ou projeção. (...) As suposiçòes e as expectativas que trazemos para o filme, particulamente para o documentário, podem ter um efeito significativo na maneira pela qual o recebemos. Elas são um aspecto daquilo que precisamos levar em conta quando perguntamos de que trata um filme". (p. 97)

"(...) o valor documental dos filmes de não-ficção está em como eles representam visual e auditivamente os tópicos para os quais nossa linguagem escrita e falada fornece conceitos." (p. 98)

"Os documentários normalmente contêm uma tensão entre o específico e o geral, entre momentos únicos da história e generalizações. Sem a generalização, os documentários em potencial seriam pouco mais do que registros de acontecimentos e experiências específicas." (p.99)

Documentário, em geral, abordam "conceitos e questões sobre os quais exista considerável interesse social ou debate." (p.100)

Linguagem pode ser: poética e narrativa, lógica e retórica.

(CONTINUA)


PRÓXIMOS PASSOS

Dando prosseguimento às discussões sobre documentário, a fim de entendermos o que são, do que tratam e de que forma se apresentam, vamos ler o livro O cinema do real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki.


Próximo encontro: 30 de junho de 2011, na Sala de Estudos do Mestrados em Letras.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Relatório de encontro (24)

Data: 22/04/2011
Horário: 9h
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Andreia

Neste encontro, discutiu-se o capítulo 2 do livro Introdução ao Documentário, de Bill Nichols, que trata sobre em que aspectos os filmes de não-ficção se diferem dos filmes de ficção, ou seja, o que exatamente faz conferir a uma obra o status de documentário. O autor sugere que essas diferenças possam ser desveladas sob os seguintes pontos de vista:

- Estrutura institucional - trata-se de todo um contexto principalmente de natureza comercial, começando pela origem do filme, as empresas que o gestaram, as salas ou canal onde é exibido até a prateleira onde é disposto na locadora.

- Comunidade de profissionais - trata-se das intenções, expectativas e suposições do autor de toda a equipe envolvida acerca da obra, ou seja, o que se quis fazer.

- Montagem de evidência - ao contrário da montagem em continuidade que caracteriza a ficção tradicional, trata-se de uma organização de situações dentro da narrativa orientada por uma lógica informativa e comprobatória, a partir das ligações reais. Isso está ligado à função argumentativa do documentário: quer-se convencer o espectador de uma determinada representação do mundo.

- Público - trata-se das sensações e expectativas dos espectadores quando assistem o filme. Está ligado tanto à aparência da obra quanto à sua tradição, quer dizer, se tem determinadas características, que possibilitem a percepção de estar mais próximo da realidade, cria a sensação de que se está assistindo a um filme de não-ficção.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Análise de doc - Inacreditável: A Batalha dos Aflitos

Lançamento: 2007 (Brasil)
Roteiro: Eduardo BuenoAtores: Luiz Felipe Scolari, Anderson, Patrício, Sandro.
Duração: 87 min
Distribuidora: Beto Souza
Gênero: Documentário

Sinopse: O Grêmio, tradicional time do futebol brasileiro, fora rebaixado à 2ª divisão do Campeonato Brasileiro no ano anterior. O documentário acompanha a trajetória do time no ano de 2005, quando precisou lutar para retornar à elite do futebol nacional, culminando na histórica batalha dos Aflitos, em que o Grêmio derrotou o Náutico, na casa do adversário, com 4 jogadores a menos.











Análise de doc - Sicko

Elenco: Michael Moore.
Direção: Michael Moore
Gênero: Documentário
Duração: 113 min.
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia no Brasil: 29 de Fevereiro de 2008

Sinopse: Em 'SOS Saúde' - sobre a Instituição de Saúde Norte-Americana - Moore vira suas armas para as empresas de plano de saúde. Ele encena até um funeral para o cliente de uma dessas empresas que teve um transplante negado. Para evitar uma atenção maior, a operação foi realizada e paga. Segundo o diretor, "Sicko é ‘uma comédia sobre 45 milhões de pessoas sem assistência médica no país mais rico da Terra’".










Comentário pessoal: documentário de excelente qualidade. Além de tratar de um tema super importante, o diretor - que é protagonista do filme também - conduz de forma interessante o longa e dá conta do tema utilizando diversas angulações. Com base no estudo do grupo de pesquisa, eu arriscaria dizer que se trata de um documentário "tradicional", com narrador "sabe-tudo" e depoimentos de pessoas envolvidas no assunto.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Relatório de encontro (23)

Data: 14/04/2011
Horário: 10h

Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras

Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Marília


Neste encontro, revisitamos os dados levantados da Revista Piauí e ficou decidido que a partir da pesquisa empírica quantitativa, partiremos agora para a fase de partir reunião e para interpretação dos dados.

Continuamos a leitura do texto de Nichols, ainda no primeiro capítulo, e decidimos pela redefinição de alguns aspectos da pesquisa. Foram projetados três artigos: um sobre as intersecções literárias e jornalísticas da Revista Piauí; um que analise as adaptações dos aspectos gráficos nas produções literárias publicadas, também na Revista Piauí; e um último tratando deste novo momento da pesquisa, onde iniciamos a análise do audiovisual, mais precisamente documentários, e suas interseções entre ficção, jornalismo e cinema.

Análise de "Doc" - Análise de Doc - Entre os Muros da Escola

Título original: Entre les Murs (The Class EN)
Lançamento: 2007 (França)
Direção: Laurent Cantet
Atores: François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Cherif Bounaïdja Rachedi.
Duração: 128 min
Gênero: Drama (segundo o IMDB)

Sinopse

François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.

Trailer

Análise de Doc - Valsa com Bashir

Título original: Vals Im Bashir (Vals with Bashir USA - EN)
Lançamento: 2008 (Austrália, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Suíça, Estados Unidos) Direção: Ari Folman
Atores: Ron Ben-Yishai, Ronny Dayag, Ari Folman, Dror Harazi.
Duração: 90 min
Gênero: Animação (segundo IMBD)


Sinopse


Num bar um amigo conta ao diretor Ari Folman sobre um sonho constante que tem, no qual é perseguido por 26 cães ferozes. Através da conversa eles concluem que a imagem tem ligação com sua missão na 1ª Guerra do Líbano, no início dos anos 80, quando defendia o exército de Israel. Como Ari nada se lembra sobre o evento, ele passa a buscar e entrevistar seus velhos companheiros da época.


Trailer

Relatório de encontro (22)

Data: 04/03/2011
Horário: 10h
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Marília, Vanessa

Neste encontro, pré-EGEJ, nos debruçamos sobre a leitura do texto de Bill Nichols, com maior ênfase no capítulo II, que fala sobre os motivos básicos pelos quais os documentários diferem dos outros tipos de filme, e debatemos brevemente sobre os conceitos postos. A conceituação, tanto neste momento, quanto nos momentos anteriores, sempre são direcionadas a trazer exemplos práticos dos modelos propostos pelo autor.

Também entregamos e discutimos preliminarmente sobre os resultados obtidos na pesquisa quantitativa, encerrada durante a última semana, sobre a presença dos gêneros jornalísticos interpretativo e diversional no conteúdo da Revista Piauí.

Como tarefa para o pr'oximo encontro, ficou acordada a leitura dos capítulos 3 e 4 do texto de Nichols e a investigação da presença - ou não - de ficção nas páginas das revistas jåa analisadas.\

Próximo encontro marcado para 14 de abril de 2011, na Sala de Estudos do Mestrados em Letras.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Relatório de encontro (21)

Data: 27/03/2011
Horário: 19h30
Local: Pedro's home
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa



Este encontro foi organizado de maneira extraordinária - realizou-se num domingo à noite - para apreciação da obra audiovisual "Entre os Muros da Escola" em comparação com os conceitos até então estudados nas últimas reuniões deFernão Pessoa Ramos, na obra Mas Afinal, o que é Mesmo Documentário?, e da última leitura realizada pelo grupo da obra de Bill Nichols, Introdução ao Documentário.

Definiu-se parcialmente que se trata de uma obra de ficção e que, para seduzir o seu espectador ela se utiliza de aspectos muito particulares do documentário, como a "câmera na mão". Como a audição levantou diversos outros questionamentos sobre os limites entre "realidade e ficção" - adotando os conceitos de Nichols, toda obra audiovisual, inclusive as que comumente chamamos de ficção, é um "documentário", diferenciando-se apenas na intenção de seu autor - ficou acertado que voltaremos à obra "Entre os Muros da Escola" no próximo encontro, para elucidar maiores esclarecimentos sobre as dúvidas.

De modo a avançar também um passo nas reflexões, acertou-se que todos assistam à obra "Valsa para Bashir", que tem como proposta ser um documentário "realista", mas que se vale de aspectos estéticos como a animação para transmitir sua mensagem.

Tarefas imediatas para o próximo encontro:
Assistir a obra "Valsa para Bashir"
Finalização da leitura da obra de Bill Nichols "Introdução ao documentário"

Próximo encontro: Sexta-feira, 1° de abril, na Sala de estudos do Mestrado em Letras

domingo, 27 de março de 2011

Relatório de encontro (20)

Data: 25/03/2011
Horário: 19h30
Local: Pedro's home
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Vanessa e Marília


Neste encontro, os acadêmicos membros do grupo de pesquisa apresentaram os dados encontrados nas 12 edições da revista Piauí de 2010, com relação às reportagens pertencentes aos gêneros jornalísticos diversional e interpretativo. No entanto, no debate sobre a publicação, nos demos conta de que existe, além do jornalismo, conteúdo ficcional no veículo jornalístico. Seções como "Tipos brasileiros", "Ficção", "Poesia", "Quadrinhos" e "The Piaui Herald".

Desta constatação, surgiu a necessidade de olharmos para estas seções da Piauí, procurando analisar como o jornalismo (já que a revista é jornalística) influencia na literatura (conteúdo de ficção), já que antes olhávamos o contrário.

Essa análise acontecerá paralelamente ao estudo sobre documentário e a co-relação entre jornalismo e ficção.

Além disso, consideramos necessário aprofundar o estudo sobre a diferença entre os gêneros jornalísticos interpretativo e diversional com base em outros autores pralém do Marques de Mello. Dessa forma, vamos ler Lia Seixas, Fransiscato, Rodrigues e Carlos Chaparro.


Próximo encontro: domingo, dia 27, no prédio do Pedro Garcia.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Relatório de encontro (19)

Data: 18/03/2011
Horário: 19h30
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa

Neste encontro discutimos alguns conceitos colocados por Fernão Pessoa Ramos, na obra Mas Afinal, o que é Mesmo Documentário? e encaminhamos a leitura e Bill Nichols, Introdução ao Documentário.

Foram tiradas também algumas dúvidas sobre as análise das tabelas da Revista Piauí, que estão sendo produzidas pelos bolsistas, e as mesmas deverão ser refeitas. A principal mudança se dá no fato de deixarmos de fora, ao menos neste primeiro momento, a coluna Esquina, por julgarmos que ela é muito híbrida, e seria insuficiente classificá-la apenas em uma das categorias.

Discutiu-se também que dois artigos distintos serão confecionados, tendo como base os dos dados levantados na Piauí. Um deles olhará os gêneros jornalísticos, enquanto que o outro terá sei objetivo na ficcionalidade e na Literatura.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Relatório de encontro (18)

Data: 04/03/2011
Horário: 10h
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa.



No primeiro encontro do grupo de pesquisa em 2011 foram dadas algumas diretrizes para o semestre que se inicia. Tendo sido feita um pesquisa empírica e, em cima dela, um artigo sobre o jornalismo diversional e o interpretativo no jornalismo impresso ainda no ano passado, a ideia é passar a analisar a mídia audiovisual a partir de agora.

Antes disto, entretanto, vamos utilizar a mesma metodologia criada para a pesquisa nos jornais Gazeta do Sul e Zero Hora para verificar as complexificações que emergem da aproximação entre literatura e jornalismo na revista Piauí.

Depois, com a participação de outros pesquisadores, mestrandos em Letras da Unisc, vamos dar início à revisão metodológica sobre documentários e sua relação jornalismo-ficção. O recorte audiovisual sobre o qual será feita uma análise pelo grupo ainda não está decidido, mas a busca será feita paralelamente às leituras.



Próxima reunião: 11/03, às 10 horas, no Mestrado em Letras.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Relatório de encontro (17)

Data: 10/12/2010
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel.


Este foi o último encontro realizado no ano de 2010. Na reunião, foram feitos relatos e avaliações do trabalho desenvolvido durante o ano, além de traçar metas fundamentais para o prosseguimento do projeto.

Ficou clara uma nítida diferença nos dois semestres de trabalho durante o ano de 2010. No primeiro semestre, o objtivo era foi amplo, com momentos de descoberta e definição das linhas mais gerais da pesquisa.

No segundo semestre, com as aproximações realizadas por conta da apresentação do primeiro artigo em congressos nacionais - como o Intercom e o SBPJor - o trabalho ganhou mais corpo e delimitação do objeto mais específicos.

Na avaliação comparativa dos dois semestres, porém, observou-se que no primeiro o trabalho rendeu mais do que no segundo, que foi atrapalhado por compromissos paralelos dos bolsistas.

Como tarefa imediata ao grupo, ficou a incumbência de mapear revitas científicas para a publicação dos artigos que estão em andamento.

***

Com estas análises, foram tomadas as seguintes provisões para serem desenvolvidas durante os próximos meses:

- Foco nas narrativas audiovisuais
- Qualificar os artigos
- Mapear revistas científicas para publicação dos artigos
- Estudos aplicados com relação à metodologias
- Mais empenho dos bolsistas em relação ao grupo

Próxima reunião em data a definir.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Relatório do encontro (16)

Data: 27/11
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Joel.

O objetivo principal deste encontro foi analisar os capítulos do dossiê escritos até o momento. A título de lembrança, o grupo se propôs a desenvolver uma espécie de dossiê sobre a pesquisa empírica desenvolvida por meio de uma metodologia desenvolvida especialmente para a pesquisa que utiliza tabelas. O documento será composto por cinco tópicos:

1- Introdução
2- Metodologia
3- Descrição dos resultados
4- Interpretação a partir dos resultados
5- Conclusão

A partir, então, desse dossiê, pretendemos elaborar artigos científicos para publicizarmos a pesquisa, que é singular no universo dos géneros jornalísticos brasileiros, e seus resultados.

Na 15ª reunião, apresentamos os capítulos 2 e 3. O item “Metodologia” procura explicar como procedemos com a pesquisa quantitativa, ou seja, a partir de quais técnicas chegamos aos resultados, e, principalmente, descrever as tabelas que desenvolvemos, já que estas não existem em lugar algum.

No tópico “Descrição dos resultados” o objetivo foi descrever os números obtidos com a análise dos jornais Gazeta do Sul e Zero Hora a partir dos conceitos de jornalismo diversional e Interpretativo. Procuramos destacar os resultados mais expressivos, inclusive com percentuais comparativos, para facilitar a percepção do que encontramos para a seguir interpretá-los.


Próxima reunião: 10/11/2010, às 14 horas, na sala 1507.

domingo, 14 de novembro de 2010

Relatório de encontro (15)

Data: 12/11
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Vanessa, Joel, Marília e Pedro

O objetivo do encontro foi, em primeira instância, reunir o que cada pesquisador havia coletado em termos de dados quantitativos a partir do corpus selecionado, qual seja, edições dos jornais Gazeta do Sul e Zero Hora correspondentes a um mês. Essa coleta se deu a partir de análise aplicada ao conteúdo das publicações de acordo com categorias estabelecidas anteriormente pelo grupo, e que visavam perceber a evidência das categorias diversional e intepretativo em veículos de caráter generalista, um local e outro regional. Esse levantamento deu origem a tabelas.

Com todo o material reunido, o grupo fez uma análise em conjunto a fim de extrair as primeiras possibilidades de intepretação. Na sequência, foram feitos os encaminhamentos para a produção de um dossiê com base no que foi levantado. Foi discutida a estrutura deste texto e divididas as tarefas. A ideia é que o documento embase artigos a serem enviados para revistas e congressos, uma vez que a pesquisa se encontra em estágio significativamente avançado, já com resultados a serem partilhados.

Próximo encontro: 27/11, 14h.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Relatório do encontro (14)

Data: 29/10
Horário: 14h
Local: Bloco 15 (sala 1507)
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Marília, Joel

Com a pesquisa quantitativa finalizada, foram levantadas mais discussões sobre a metodologia de análise do material até então apurado. Ficou acordado que os resultados obtidos serão classificados em 7 distintas tabelas, cada um atendendo a um interesse específico dentro dos jornais analisados.

Tabela 1 - Divide os textos dos jornais em categorias: diversional ou interpretativo

Tabela 2 - Classifica os textos conforme sua localização: em alguma caderno específico ou no corpo do jornal

Tabela 3 - Refere-se à frequência com que ocorre a incidência do fenômenos, baseada nos dias da semana.

Tabela 4 - Observa o espaço destiando aos textos: meia página, uma página, mais de uma página

Tabela 5 – Analisa a quantidade de ilustrações utilizadas, divididas em: fotografia, ilustração, infográfico, ou sem nada

Tabela 6 – Atenta para a utilização ou não de assinatura nos textos analisados

Tabela 7 - Verifica a incidência das categorias diversional ou interpretativo em cada uma das edições analisadas na relação dia do mês x quantidade de textos

A data limite para preenchimento das tabelas é a do próximo encontro que será, a princípio, no dia 05/11. Também nesta data, será encaminhada

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relatório de encontro (13)

Data: 22/10
Horário: 14h
Local: Bloco 15
Presentes: Vanessa, Marília, Pedro, Demétrio

O encontro foi de apresentação e discussão dos resultados parciais da análise do conteúdo dos jornais, que está em andamento. Cada monitor expôs o que havia sido coletado até o momento, e algumas observações interessantes foram registradas. Casos específico deflagrados durante a pesquisa foram analisados.

Também foi feita uma breve avaliação da apresentação do projeto no Seminário de Iniciação Científica da Unisc (SIC), ocorrido na mesma semana.

Foi estipulado como prazo para conclusão da montagem das tabelas o próximo encontro. Na ocasião, será apresentado uma quantificação parcial do material.

sábado, 9 de outubro de 2010

Relatório de encontro (12)

Data: 01/10
Horário: 15h
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras - bloco 53
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Vanessa e Marília


No último encontro, analisamos as definições de Marques de Melo (2010) para os gêneros Interpretativo e Diversional. O autor classifica como Interpretativo, reportagem, dossiê, perfil, enquete e cronologia. Já como diversional, história de interesse humano e história colorida. Será a partir destas definições que colocaremos em prática a pesquisa empírica sobre a Gazeta do Sul e a Zero Hora. Para auxiliar na pesquisa o professor Demétrio sugeriu o livro Metodologia do Conhecimento, do autor Pedro Demo.

Também foi definida no encontro a metodologia que será utilizada na pesquisa, a classificação inicial das matérias será feita pelos alunos, em um trabalho de dupla. Pedro e Vanessa vão fazer a análise do jornal Zero Hora, Joel e Marília farão o mesmo com a Gazeta do Sul. Os jornais analisados são de um período de 30 dias, de 01 a 30 de setembro de 2010. O prazo para preencher as tabelas e classificar as matérias é até o dia 22 de outubro de 2010. Após esta etapa passaremos para a pesquisa quantitativa.


Próximo encontro:
Data: 22/10
Horário: 14 horas
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras

domingo, 26 de setembro de 2010

Relatório de encontro (11)

Data: 17/09
Horário: 14h
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras - bloco 15
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel, Vanessa e Marília



Neste último encontro do grupo de pesquisa tivemos três grandes momentos: a apresentação de um novo membro, discussão sobre o Intercom Nacional e elaboração do instrumental prático da nossa pesquisa.

A nova integrante do grupo é a acadêmica de Jornalismo Marília Nascimento, que entra como voluntária. Ela está desenvolvendo seu projeto de monografia sobre jornalismo diversional no formato revista.

Num segundo momento, conversamos sobre a participação da Unisc no Intercom Nacional, que ocorreu em Caxias do Sul, de 3 a 6 de setembro, e contou com a participação de diversos alunos e alguns professores , incluindo membros do grupo de pesquisa, Pedro, Joel, Vanessa e prof. Demétrio. Participamos de diversos momentos, mas, que interessa à nossa discussão, foram dois momentos DT (Divisão Temática) de Jornalismo sobre Gêneros Jornalísticos, que foi coordenado pelo professor e maior pesquisador do assunto atualmente no Brasil, José Marques de Melo. No sábado, os acadêmicos Pedro, Joel e Vanessa participaram da discussão e, na segunda-feira, o prof. Demétrio apresentou o paper Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças, escrito por ele e pela professora Fabiana Piccinin. A partir dessa participação, o presente grupo de pesquisa passa a fazer parte deste GT da Intercom, o que só tem a agregar ao nosso estudo, somando discussões e como forma de integrar-nos às pesquisas sobre gêneros. Outro ponto importante a destacar é que contatamos que a nosso olhar sobre o jornalismo diversional é singular, não há outros pesquisadores fazendo o mesmo que nós.

Ainda sobre o Intercom, destacamos e discutimos sobre alguns textos que foram apresentados no congresso os quais consideramos importantes para fomentar a discussão do grupo. O “eu” que reporta, autoria na revista piaui, de Géssica Gabrieli VALENTINI, e Biografias, entre o jornalismo, a historia e a literatura, de Victor GENTILLI, Carolina Maria Moreira ALVES, Livia CostaBERNABÉ, Luma Poletti DUTRA e Simone Lima AZEVEDO.

Seguindo a discussão, partimos para um momento chave da pesquisa em andamento. Preparamos a primeira pesquisa empírica do grupo. Definimos o objeto de estudo, partindo do jornalismo impresso diário, que ficou estabelecido como Gazeta do Sul e Zero Hora; o período da pesquisa será de 30 dias, de 01 a 30 de setembro de 2010; e a ferramenta de trabalho, que será uma tabela que conterá os dados das notícias e reportagens que se enquadram em jornalismo interpretativo e diversional. O referencial teórico, que tem origem nas discussões do grupo até então e do livro mais recente de Marques de Melo, organizado em parceria com Fransciso de Assis, Gêneros jornalísticos no Brasil. Mais detalhes sobre o referencial no post anterior, A caminho da primeira visada empírica.

Próximo encontro:
Data: 24/09
Horário: 14 horas
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras

sábado, 25 de setembro de 2010

A caminho da primeira visada empírica

Conforme acordamos no encontro da semana passada, 17, nosso grupo de pesquisa começa a se preparar para a primeira pesquisa empírica, tendo como objeto jornalismo impresso diário.

O primeiro passo - definição do corpus e problema de pesquisa - já foram resolvidos na semana passada.

Amanhã, 24, será o momento de aprofundarmos a discussão em torno dos gêneros e categorias que nos servirão como norte na pesquisa.

Sem entrar em maiores detalhes, podemos adiantar que serão analisadas as categorias interpretativo e diversional, que requerem conceituação.

Por jornalismo interpretativo vamos entender aquele que, a partir do grau de noticiabilidade dos acontecimentos e liberdade estilística, permite não apenas o posicionamento do autor do texto como uma interpretação/explicação mais contextualizada do conteúdo por parte de quem tenha acesso a ele. (SOSTER, PICCININ, 2010)

Os gêneros que compõem o jornalismo interpretativo, segundo José Marques de Melo (2010), são:

DOSSIÊ. Mosaico destinado a facilitar a compreensão dos fatos noticiosos. Condensação de dados sob a forma de "boxes", ilustrados com gráficos, mapas ou tabelas. Trata-se de matéria destinada a complementar as narrativas principais de uma edição.

PERFIL. Relato biográfico sintético, identificando os "agentes" noticiosos.

ENQUETE. Relato das narrativas ou pontos de vista de cidadãos aleatoriamente escolhidos.

CRONOLOGIA. Reconstituição de acontecimentos de acordo com variedades temporais (secular, anual, semanal, horária). Destina-se a reconstruir o fluxo das ocorrências, permitindo sua melhor compreensão pelo receptor.

A estes, e considerando que a interpretação também representa uma forma de aprofundar a informação, acrescemos a REPORTAGEM.

Assim, compõem a categoria JORNALISMO INTERPRETATIVO os gêneros REPORTAGEM, DOSSIÊ, PERFIL, ENQUETE E CRONOLOGIA.

Por jornalismo diversional, sob outro ângulo, como já havíamos adiantado, vamos entender, uma forma de jornalismo que engloba textos que, "(...) fincados no real, procuram dar uma aparência romanesca aos fatos e personagens captados pelo repórter" (MARQUES DE MELO, 1985, p.22).

Por esta perspectiva, a natureza diversional desse tipo de jornalismo está no resgate das formas literárias de expressão: uso de recursos como flashbacks, digressões, diálogos, aprofundamentos psicológicos etc. para estabelecer suas narrativas.

Dada a profusão de nomenclaturas que surgiram após a categorização de Marques de Melo, e em consonância com o que sugere o Dicionário de Comunicação (2009), utilizaremos, na pesquisa, jornalismo diversional como sinônimo de a) jornalismo literário, b) literatura de realidade (ou não ficcional), c) jornalismo em profundidade, ou, ainda, d) jornalismo de autor.

Os gêneros que compõem o jornalismo diversional, novamente de acordo com José Marques de Melo (2010), são:

HISTÓRIA DE INTERESSE HUMANO. Narrativa que privilegia facetas particulares dos agentes noticiosos. Recorrendo a artifícios literários, emergem dimensões inusitadas de protagonistas anônimos ou traços que humanizam os "olimpianos".

HISTÓRIA COLORIDA. Relatos de natureza pictórica, privilegiando tons e matizes na reconstituição de cenários noticiosos. Trata-se de uma leitura impressionaista, que penetra no âmago dos acontecimentos, identificando detalhes enriquecedores, capazes de iluminar a ação de agentes principais e secundários.

Assim, compõem a categoria JORNALISMO DIVERSIONAL os gêneros HISTÓRIA DE INTERESSE HUMANO E HISTÓRIA COLORIDA.

REFERÊNCIAS

BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Porto Alegre: Sulina, Ari, 1980.

MARCONDES FILHO, Ciro (org.). Dicionário da Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.

MARQUES DE MELO, José; ASSIS, Francisco de. Gêneros jornalísticos no Brasil. São Paulo: Metodista, 2010.

MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.

SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação. Disponível em: [http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/seixas-classificacao-2009.pdf] Acesso em: 5 de fevereiro de 2009.

PICCININ, Fabiana; SOSTER, Demétrio de Azeredo. Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças. In: XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom. 2010. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Anais.

sábado, 21 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Relatório de encontro (10)

Data: 04/08
Horário: 15h30
Local: bloco 15
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro, Joel e Vanessa


Neste encontro demos continuidade à discussão sobre os conceitos abordados no Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes. Tendo apreendido o significado dos termos autor, narrador e diegese atribuídos pelos autores, nos debruçamos na conceituação de narratário, narrativa, narrador autodiegético, narrador homodiegético e narrador heterodiegético.

Iniciamos refletindo sobre as possíveis situações narrativas em que o autor pode desenvolver seu discurso, são elas: narrador autodiegético, homodiegético ou heterodiegético. Partindo do conceito de que o narrador é aquele que atua na obra literária como conjunto de escolhas - estilísticas, narrativas, etc - do autor, quando o narrador relata as suas próprias experiências, como personagem central da história, ele é autodiegético. Quando ele conta uma história a qual é estranho, uma vez que não a vivenciou, apenas testemunhou, é heterodiegético. Por último, o narrador homodiegético é aquele que veicula informações advindas da sua própria experiência diegética, pois vivenciou a história como personagem, no entanto, diferente do autodiegético que é protagonista, este é alguém secundário.

Num segundo momento, abordamos o termo narrativa. Entendida como ato de relatar, a narrativa é composta por dois aspectos: a história (diegese, conteúdo) e pelo discurso (expressão). Reis e Lopes, na descrição deste conceito, apontam características dominantes do processo narrativo, tais como distanciamento, alteridade, exteriorização, atitude neutra e dinâmica temporal. No entanto, resolvemos adotar tais elementos como estratégias narrativas, ao invés de características, por considerarmos que são opções do narrador, e não pressupostos.

A parte do Dicionário que gerou maior discussão entre o grupo de pesquisa foi o significado de narratário. De complicado apreensão à primeira vista, concluímos que ele é uma entidade fictícia criada pelo narrador, que também é fictício e foi criado pelo autor. Assim, o narratário é uma ferramenta do narrador, nem sempre visível, mas que determina a estratégia narrativa do discurso.


-Para o próximo encontro, a professora Fabiana vai trazer o documentário Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Marsagão, e o professor Demétrio traz uma reportagem da revista Piauí para que possamos identificar os conceitos do Dicionário de Teoria da Narrativa nestas narrativas para finalizarmos esta conceituação.

-Ainda na próxima reunião, faremos a discussão sobre o texto O Narrador, de Walter Benjamin.


Próximo encontro:

Data: 13/08
Horário: 14h
Local: Sala de Estudos do Mestrado em Letras

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Relatório de encontro (9)

Data: 23/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Pedro e Joel

No encontro desta semana iniciamos a leitura da obra de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, Dicionário de Teoria da Narrativa. Nos debruçamos inicialmente em dois conceitos fundamentais da obra: autor, narrativa. A diegese também foi superficialmente abordada.

Quanto ao autor literário, concluimos parcialmente que ele pode ser considerado escritor quando dá um tratamento artístico, estilístico, rebuscado as palavras - procura demontrar sua arte através delas - e considerado escrevente quando apenas trata as palavras de maneira a testemunhar, explicar, ensinar - certas vezes até didaticamente - o fato escolhido com as suas palavras. Ficou claro que o jornalista na prátcica diária da sua profissão se aproxima mais do escrevente ao escritor.

No que diz respeito ao narrador, observamos que ele se confunde algumas vezes com aspectos inerentes do prórpio autor, por ser uma linha bastante tênue. E tantas vezes, o próprio autor - numa opção pessoal - se propõe a isso, de maneira a confundir o leitor que se envolva com a biografia e história de vida do artista. Aprofundando o conceito, o narrador atua na obra literária como conjunto de escolhas - estilísticas, narrativas, etc - do autor.

Ao final do encontro, realizamos uma breve análise da obra "História Sem Título", de Anton Tchecov onde localizamos alguns aspectos dos conceitos abordados na discussão do dia.

- Para a próxima reunião, ficou acordada a continuidade na discussão de fragmentos do Dicionário de Teoria da Narrativa de Carlos Reis & Ana Cristina Lopes, desta vez nos seguintes pontos: ficcionalidade, gênero narrativo, história, narração, narrador, narratário, narrativa, narratividade, narrador autodiegético, narrador heterodiegético, narrador homodiegético. Também vamos abordar, conforme o tempo disponível, o texto O Narrador de Walter Benjamin além do documentário "Nós que aqui estamos, por vós esperamos" de Marcelo Marsagão, para enriquecer o debate.


- O próximo encontro ficou marcado para 04/08, quarta-feira, às 15h30, na Sala de Estudos do Mestrado em Letras, localizado no 4° andar do bloco 53 (local ainda a confirmar).

sábado, 31 de julho de 2010

Paper do grupo será apresentada em Caxias do Sul

A primeira ação de maior visibilidade de nosso grupo de pesquisa terá lugar dia 6 de setembro, em Caxias do Sul, quanto apresentaremos o paper "Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças" no Intercom.

Partimos do pressuposto, no paper, que, em um determinado cenário, de profunda imersão tecnológica, gêneros jornalísticos que pareciam relegados a um segundo plano de importância - caso do interpretativo e do diversional - emergem como forma, entre outros, de emprestar mais identidade e credibilidades aos jornais, revistas etc.

Há de se observar que, em comum, tanto diversional quanto interpretativo se valem da literatura para estabelecer seus discursos.

A mesa que participaremos na Intercom, que se realiza das 14 às 18 horas do dia 6 de setembro, terá como tema "Do jornalismo diversional ao jornalismo humanizado: múltiplas perspectivas", e a coordenação é de José Marques de Melo.

Confira aqui a programação completa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Relatório de encontro (8)

Data: 09/07
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel

O ponto de partida da discussão foi a obra A Estética, de Denis Huisme, sobretudo alguns capítulos desta, que tratam da arte enquanto conceito formal e da arte sob olhares de diversos campos do conhecimento, como o sociológico e o psicanalítico.
Quanto à definição de arte, Huisme propõe que a essência de uma manifestação estética está na sua oposição à realidade - quanto mais distante do real é uma obra, mais artística ela é. Sob outro viés, entende que uma obra ganha o status de artística na medida em que seduz o seu receptor, causando-lhe uma sensação positiva, um prazer. Assim, ao contrário do que é vulgarmente repetido, não é a qualidade que acusa a arte em uma obra, e sim sua capacidade de envolver o receptor.
Todas essas ideias provocam interrogações quando nos debruçamos sobre a motivação de nossa pesquisa, qual seja, estudar as intersecções entre jornalismo e literatura. Se literatura é arte, e arte é fuga do real, essa aproximação torna-se complexa, visto que o objeto do jornalismo invariavelmente remete à realidade. Ainda, se a arte encontra seu propósito em si mesma, sem intencionalidades, mais uma vez esse diálogo com o jornalismo se complexifica, já que este existe por uma função eminente, a de informar.
Por outro lado, verifica-se um número cada vez maior de exemplos de produtos jornalísticos que se apropriam de elementos estéticos, buscando uma identidade diferenciada em relação ao jornalismo praticado secular e cotidianamente, e buscando acima de tudo provocar determinadas sensações em seu receptor - tal qual faz a arte.
Numa tentativa inicial de esquematizar um processo que culmine na intersecção propriamente dita do jornalismo com a literatura, o grupo identificou os seguintes pontos-chave: tradição e critérios, aprendizado com as linguagens, deslocamento de atenção para outros recursos, agente gerador epistemológico, agente gerador epistemológico social.

- À bolsista foi delegada a tarefa de elaborar a primeira versão de um paper que descreva os passos trilhados até o momento pelo grupo.

- Ao grupo foram sugeridas as leituras de O que pesquisar quer dizer, de Juremir Machado da Silva, e Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes. As leituras devem pautar a discussão do próximo encontro.

- O próximo encontro ficou marcado para 23/07, sexta-feira, às 14h, na sala de estudos do Mestrado em Letras.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Relatório de encontro (7)

Data: 25/06
Horário: 9h
Local: sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel


Aspectos trabalhados:

1. Neste encontro, abordamos, principalmente, mas não só, o livro O mal estar na civilização, de Sigmund Freud. O fato do mal estar ser algo inato ao ser humano, e que ele utiliza de três formas para escapar do desconforto, a arte/conhecimento, os narcóticos e a religião, foi um dos aspectos levantados na reunião. Fizemos uma ponte entre a obra de Freud, a de Arlindo Machado (Arte e Mídia) e  a de Benjamin (A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica), associando a arte com a comunicação e o jornalismo.

2. Encaminhamento da leitura de trecho do livro A estética (página 72 a 116).


PRÓXIMO ENCONTRO: 02/06, às 9h, ena sala de estudos do Mestrado em Letras.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Relatório de encontro (6)

Data: 18/06
Horário: 14h
Local: sala de estudos do
Mestrado em Letras
Presentes: Fabiana, Vanessa, Pedro e Joel

Aspectos trabalhados:

1. Neste encontro, abordamos mais especificamente as obras Arte e Midia, de Arlindo Machado e A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin. Em consonância, tanto Benjamin quanto Machado percebem a arte como mutável, sofrendo influência direta da sua época. Por outro lado, Machado expõe e exmplifica as possibilidades das artes visuais mais recentes (o cinema mais especificamente) enquanto que Benjamin as enxerga com um certo pessimismo, compreensível pela época na qual escreveu sua obra. Foram citados também alguns conceitos da obra O que é arte, de Jorge Coli que ajudaram a elucidar o tema central proposto para esta reunião.

2. Reencaminhamento da leitura de O mal estar na civilização, de Sigmund Freud e encaminhamento de uma análise da emissão televisiva Hoje é dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando de Carvalho e veiculada na Rede Globo em 2005.

3. Para o próximo encontro, assumimos a incumbência de fazer a leitura completa da obra O mal estar na civilização, de Sigmund Freud, e não de fragmentos, como havia se acordado anteriormente além de uma nova análise da bibliografia vista nesta reunião.

PRÓXIMO ENCONTRO: 26/06, às 14h, em local ainda a definir
Colegas,
no encontro de sexta-feira discutimos os caminhos que a arte vem trilhando em tempos de tecnologia avançada e industrialização da cultura. Um dos pontos sobre os quais concordamos foi que são cada vez mais presentes as obras que ultrapassam as fronteiras de gêneros e se permitem experimentar elementos que são próprios de outros tipos de manifestações estéticas. Como, por exemplo, quando atores interagem no palco com um vídeo projetado na parede.

Quanto ao cinema especificamente, como comentamos, o que vem sendo feito de mais interessante nos últimos anos a nível global são aproximações inteligentes entre o ficcional e o documental - chegando ao ponto de ser difícil distinguí-los. Três filmes recentes ilustram bem essa tendência. Na minha opinião, aliás, foram os melhores lançados no ano passado, indiscutivelmente.


Valsa com Bashir (Líbano/Israel) foi o que comentei na reunião. Vejam só a miscelânea: é em parte um documentário tradicional, com depoimentos e imagens de arquivo. Mas também há narrativa ficcional (como na cena de abertura, que se trata de um sonho). E mais: o diretor é protagonista e o filme é quase todo EM ANIMAÇÃO.


Aquele Querido Mês de Agosto é um filme português e incrivelmente original, diferente de qualquer coisa que já assistimos. Aqui, além de ficção e documentário (o filme faz um giro por festas populares do interior do país), os bastidores das filmagens também ganham evidência.



Por fim, o francês Entre os Muros da Escola, que ganhou em Cannes no ano passado (ou retrasado?). Praticamente todo ambientado em uma sala de aula de escola pública de Paris, o filme é todo ficcional, a não ser pelo fato de que os (não) atores interpretam eles mesmos. Digo, os alunos são mesmo alunos, os professores são mesmo professores e os nomes reais são preservados. O fato é que as interpretações são tão críveis que sentimos estar diante de um vídeo antropológico.

Além de altamente recomendáveis, os três títulos são importantíssimos, penso eu, para entendermos o cinema de hoje.




sábado, 12 de junho de 2010

leituras

E aí povo, como vão as leituras?
O texto do Coli, eu penso que é bastante interessante, por ser didático para gente no que toca à questão da arte.
Objetivo. direto. simples. Tipo texto jornalístico (rs,rs).
O do Freud, ao reler, me foi ainda mais intenso e bom, em que pese o fato de ter pensado que vocês, talvez, tenham achado ele muito distante do nosso propósito que é discutir os limites da arte e dos produtos culturais.
A questão dele, na verdade, parece anterior a isso, na medida em que para falar de arte, Freud vai tratar da angústia inata da condição humana. Ao se descobrir só neste mundo, a melancolia do indivíduo só pode ser gerenciada por satisfações substitutivas, como ele mesmo diz, entre as quais se inclui a arte.
O do Benjamin é bom porque trata do que estava acontecendo naquele momento - primeira metade do século XX - a partir da possibilidade técnica de reprodução das obras de arte ao infinito. A nova condição estaria retirando da arte sua aura na medida em que a dessacralizaria.
Agora, é importante perceber que Benjamin, ao mesmo que tempo que faz a crítica aos efeitos que a técnica está provocando na produção estética, antecipa o que Arlindo Machado trata com mais densidade no conceito artemedia, ao dizer que as novas condições técnicas podem sim produzir uma rediscussão sobre o próprio conceito de arte. O que é arte pode mudar no tempo e no contexto.
Assim, acho que teremos uma boa discussão no próximo encontro quando chamaremos esses autores para o diálogo na questão arte X indústria cultural. Não acham???

quarta-feira, 2 de junho de 2010

"O que é arte", de Jorge Coli

Pessoas, encontrei a resenha que fiz do livrinho O que é arte (Brasiliense, 1981), de Jorge Coli, para a disciplina Estética e Cultura Midiática. Não sei se nos valerá, mas de qualquer forma, aí está. Se alguém se interessar, tenho um exemplar em casa.




A arte, para nós

A dificuldade do desafio o qual Jorge Coli pretende enfrentar em O que é arte é assumida pelo próprio, logo nas linhas iniciais do livrinho. Se reconhecer que determinado produto se trata de uma obra de arte é tarefa simples para qualquer um, entender o porquê da decisão e elaborar um suporte teórico a partir dela é algo extremamente complicado. Por meio de uma riquíssima costura de referências e dados históricos, o especialista da Unicamp e crítico da Folha de São Paulo acata a missão e cumpre-a.


A resposta à pergunta-título surge, aliás, sem grandes rodeios nos primeiros parágrafos. A idéia principal, que permeará todo o texto, é a de que há instrumentos, locais e instituições responsáveis pela atribuição do estatuto de arte à uma obra. E, ainda mais importante, que essas ferramentas são absolutamente indissociáveis da cultura na qual estão inseridas. Ou seja, a determinação do que é arte e o que não é, está diretamente relacionada à cultura e ao momento vivido pela sociedade em questão.


O discurso de profissionais autorizados é talvez o instrumento principal de decisão. A palavra de críticos, historiadores, peritos, curadores de museus é reconhecida por nós como determinante. Quando fala-se de locais previstos, considera-se que museus e galerias garantem ao material exposto a etiqueta de “arte”. E quanto às instituições, entende-se, por exemplo, o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que protege obras arquitetônicas, invariavelmente conferindo à elas o título de “artística”. O autor conclui:


[...]

O importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata, lógica ou teórica, de conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


Essencial ressaltar que, além de determinar o que é arte, esses instrumentos, em especial o discurso crítico, também estabelecem uma hierarquia entre as obras; dispõe-nas em uma ordem de excelências, classificando uma como maior que outra. Daí surge a idéia de “obra-prima”, que seria a peça excepcional em relação às demais (a partir de uma escola, uma década ou um autor).


Ao defender que os critérios de decisão estão ligados à cultura, o autor abre caminho para uma série de discussões. Uma delas diz respeito ao consenso. Dificilmente haverá unanimidade no reconhecimento do valor artístico da obra, mas uma maioria é suficiente para atestar. O interessante é que este consenso não é imutável, pelo contrário, evolui na história. Portanto, o que não foi arte em seu período de origem pode ser reconhecido como arte, hoje.


Outro ponto pertinente é que há objetos que perderam seus papéis de outrora para, então, serem titulados como artísticos. Há peças que originalmente serviam apenas para alguma função prática e que, levadas para museus, transformaram-se em produtos a serem exclusivamente admirados (utensílios domésticos antigos, por exemplo). Outros elementos possuíam funções sociais, econômicas ou religiosas que se dissolveram com o tempo e as mudanças na sociedade. Como exemplo, a ópera, que já foi popular e lucrativa, e hoje é freqüentada unicamente com propósito de apreciação cultural.


A questão do estilo também merece nossa atenção. Como definição, os elementos recorrentes nas obras de um autor, que permitem associá-lo e associá-las à determinada vanguarda. O problema é que esse processo de agrupamento é complexo e depende apenas parcialmente dos tópicos estilísticos, o que muitas vezes é ignorado em taxações apressadas e inadequadas. Coli resgata o pintor Fra Angélico como exemplo:


[...]

É gótico ou renascentista? Podemos perguntar se há necessidade de escolher um rótulo qualquer [...], pois o importante não é assimilar seu estilo ao que supomos seja o gótico ou a pintura de Renascença, mas descobrir o que o artista revela como preocupações, como visão, qual a sua especificidade entre as artes de seu tempo.


Por fim, destacamos as reflexões mais aprofundadas sobre a relação do indivíduo com o objeto artístico. Ainda que, como já dissemos, o rótulo de arte seja atribuído por meio de instrumentos da cultura, algumas peças nos parecem imanentemente possuidoras de valor, acima de qualquer coisa – os grandes títulos universais e atemporais . Tudo isso, no entanto, não passa de projeção. As obras são o que são, “para nós”.


Somada à idéia anterior de que os objetos perdem suas funções primitivas para se tornarem arte, essa relação acaba por distanciar a obra de seu público, justamente porque seu sentido original foi alterado. Ou então, no caso de uma peça que sempre foi artística, porque seu “destinatário” e a situação em que foi produzida, mudaram. Há também fatores de ordem material que se colocam entre nós e a obra: degradação, perda de qualidade, coloração, tonalidade, etc.


Assim, a separação de seu contexto inicial torna a obra de difícil acesso para nós – mais ou menos de acordo com o nível de conhecimento, mas a distância nunca é completamente eliminada. Apreciamos o objeto artístico, atribuindo à ele as significações de nossa cultura. E é esta idéia que traduz perfeitamente o resultado obtido por Jorge Coli neste excelente e altamente recomendável livrinho.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica

O texto abaixo, em PDF, é o "A obra de arte da era de sua reprodutibilidade técnica", de Walter Benjamim.

Freud e Benjamin

Pessoal:

Segue também em PDF o texto clássico "A obra de arte na época da reprodutibilidade técnica" do Walter Benjamin.

Gostaria de lembrar a todos que se aventurarão nas leituras que o Benjamin, apesar de ser um dos frankfurtianos mais leves, é um frankfurtiano, o que demanda relativizarmos sua falta de fé na produção artística.



Já quanto a Freud, este foi muito criticado por este seu texto também pelo pessimismo.

Mas lembrem-se, estamos num momento de ascensão do nazismo e todas estas figuras estão muito incomodadas e assustadas com essa ameaça.



Boa leitura para vocês.

E sobretudo menos tanatos e mais eros a todos.

O mal estar da civilização

Gente, abaixo o texto "O mal estar da civilização", de Sigmund Freud, em PDF.