Local: Sala 5330
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Relatório de encontro 07/2012
Local: Sala 5330
terça-feira, 10 de julho de 2012
Relatório de encontro 06/2012
Local: Sala 5321
Ao elaborar esteticamente os elementos da fábula, a intriga provoca a "desfamiliarização", o estranhamento, chamando a atenção do leitor para a percepção de uma forma. Nesse processo de elaboração estética do material assume especial relevo a questão da ordenação temporal: à linearidade de consecução das ações, na fábula, opõe-se muitas vezes a disposição não-linear dessas ações, no plano da intriga. A organização da fábula em intriga depende também em larga medida do jogo de perspectivas, que em última análise corresponde às estratégias discursivas do narrador.
A problemática da intriga pode ser focada sob um outro ângulo, diretamente ligado ao conceito de plot, há muito privilegiado pela teoria e crítica literária anglo-americana. Neste último plano, considerar-se-á a intriga como noção atingida por uma mais estrita caracterização; deste modo, se toda a intriga é uma ação, não pode simetricamente dizer-se que toda a ação é uma intriga.
Além da sucessividade e do consequente enquadramento temporal dos eventos, esta última implica duas características específicas: a tendência para apresentar os eventos de forma encadeada, de modo a fomentar a curiosidade do leitor, e o fato de tais eventos se encaminharem para um desenlace que inviabiliza a continuação da intriga, como notoriamente se observa, por exemplo, no romance policial.
A análise da intriga só será metodologicamente satisfatória se ultrapassar o plano da descrição sintagmática, quer dizer, o domínio da pura sucessividade e concatenação dos eventos que a integram. Para tanto, é necessário que a configuração da intriga seja conexionada com outros componentes da estrutura da narrativa (as personagens que a protagonizam, os espaços em que se dinamiza, os tratamentos temporais que o seu desenrolar exige, etc.) e também com os cenários periodológicos que justificam e estimulam a construção de relatos dotados de uma intriga tensa.
A professora Fabiana destacou três características do enredo: nada é ocasional (sucessividade), enquadramento no tempo e encadeamento. Cristiane Lautert ainda apresentou o conceito de Samira Nahid de Mesquita, do livro “O enredo”: “é a própria estruturação da narrativa, o produto das relações entre a matéria narrada, a ação da narrativa, a sucessão e a transformação das situações e dos fatos narrados”. Cristiane também trouxe o conceito de Robert Scholes e Robert Kellogg em “A natureza da narrativa” (p. 148). “O leitor da narrativa espera poder terminar sua leitura tendo alcançado um estado de equilíbrio – alguma coisa semelhante a uma calma de espírito, estando toda a paixão gasta. Na medida em que qualquer narrativa deixa no leitor esta sensação, pode-se dizer que esta narrativa tem um enredo”.
- Entidades de primeira ordem: povos, nações, civilizações.
- Entidades de segunda e terceira ordem: classes, seres genéricos, economia, demografia, sociologia, organizações, mentalidades, ideologias (p. 290).
- É porque cada sociedade é composta de indivíduos que ela se comporta na cena histórica como um grande indivíduo.
- O historiador pode atribuir às entidades a iniciativa de certos cursos de ações e a responsabilidade histórica de certos resultados, mesmo não intencionais (p. 284).
- A história geral tem como tema sociedades particulares, como povos e nações, cuja existência é contínua (p.278).
- As histórias especiais têm como tema aspectos abstratos da cultura: tecnologia, arte, ciência, religião (p. 278).
- “Nada na noção de personagem, entendido no sentido daquele que faz a ação, exige que este seja um indivíduo” (p. 280).
- “O tempo histórico parece sem vínculo direto com o da memória, o da expectativa e o da circunspecção de agentes individuais” (p. 254).
- Sua estrutura é proporcional aos procedimentos e às entidades que a história-ciência emprega.
- O tempo histórico tanto parece se desenvolver em intervalos homogêneos quanto numa multiplicidade de tempos: tempo curto do acontecimento, tempo semilongo da conjuntura, longo prazo das civilizações, longuíssimo prazo dos simbolismos fundadores do estatuto social (RICOUER, 1994, p.254).
- A narrativa histórica (como, aliás, a da ficção) pode lidar com deslocamentos através do tempo, para a frente e para trás, aos saltos ou por degraus, e unir personagens distintos, separados no tempo e no espaço ( BARROS ,2011, p. 14).
COSTA, Arrisete C. L. Explicação histórica e compreensão narrativa: na trilha de Paul Ricouer. 2008. Disponível em: http://www.uss.br/arquivos/mestrado%20historia/revist_mest_hist%20v10%20n2%202008.pdf.
NICOLAZZI, Fernando. Uma teoria da história: Paul Ricouer e a hermenêutica do discurso historiográfico. Disponível em: http://ich.ufpel.edu.br/ndh/downloads/historia_em_revista_09_fernando_nicolazzi.pdf.
MESQUITA, Samira Nahid de. O enredo. São Paulo: Ática, 1986.
Relatório de encontro 05/2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Relatório de encontro 04/2012
Local: Sala 5320
Hora: 14h
Presentes: Fabiana Piccinin, Jair Giacomini, Daiane Balardin, Ane Aguiar e Cristiane Lautert.
Neste encontro, a professora Drª. Fabiana apresentou ao grupo a nova integrante, Cristiane Lautert. Também relatou suas impressões sobre o XI Congresso da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (Alaic), que ocorreu em Montevidéu, no Uruguai, de 9 a 11 de maio. Em seguida, iniciaram-se as discussões sobre os conceitos de personagem. Fabiana trouxe a perspectiva de Aristóteles, em A Poética. Para o autor, o personagem tem de ser bom, adequado, semelhante e constante.
Bom: tanto no sentido do que ele é capaz de ensinar quanto no sentido de uma boa construção deste personagem.
Adequado: Verossímil. Na literatura, os personagens são muito parecidos com as pessoas, com nuances, conflitos psicológicos. Na mídia, os personagens são reduzidos aos arquétipos de mocinho e bandido.
Semelhante: os personagens oferecem o que o público espera (baseado nas referências que possui).
Constante: O personagem deve ser constante e lógico. Fabiana, em uma frase, resume a ideia: “Se no teu livro o personagem vai morrer de tuberculose, tu tens que fazê-lo tossir no primeiro capítulo”.
A professora também trouxe um conceito do Dicionário de Teoria da Narrativa, de Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes, no qual o personagem é o eixo em torno do qual gira a ação (p.215).
Jair Giacomini trouxe o livro O poder do clímax, de Luiz Carlos Maciel. Alguns trechos lidos pelo professor dão conta de que o personagem é a ação; não existe história sem personagem. Outra ideia exposta no livro é a de que os personagens se ajustam de acordo com a história. E há, ainda, a ideia de que o personagem tem em si a história. Giacomini ainda aborda a questão criador x criatura, na qual existe uma identificação do escritor com o personagem.
Cristiane Lautert trouxe à discussão o conceito de Beth Brait. A autora conceitua personagem como “ente composto pelo poeta, a partir de uma seleção do que a realidade lhe oferece, cuja natureza e unidade só podem ser conseguidas a partir dos recursos utilizados pela narração”. Ane Aguiar acrescenta que, para Brait, o problema do personagem é um problema linguístico, já que ele não existe fora das palavras.
Em seguida, o grupo começou o estudo dos textos O significado na narrativa e O personagem na narrativa, capítulos 4 e 5 da obra A natureza da narrativa, de Robert Scholes e Robert Kellogg.
Principais pontos da leitura do capítulo 4:
Significado é a relação entre o mundo ficcional, criado pelo autor, e o “real”, o universo que se pode compreender. Daiane salientou que, para compreender uma obra literária, é preciso tentar entender a visão que prevalecia na época de sua composição.
Daiane explicou que a ligação entre o mundo ficcional e o real pode ser representativa ou ilustrativa. A representativa é a réplica de uma realidade, é mimética. A ilustrativa é simbólica e sugere recortes da realidade.
Da segunda parte do texto, Daiane destaca a alegoria e a sátira como formas de narrativa didática. Segundo os autores, as narrativas didáticas não se acham limitadas a um relacionamento generalizado com o mundo real, pois podem dar um outro significado a imagens tradicionalmente representativas.
Principais pontos da leitura do capítulo 5:
“É possível tratar um personagem em desenvolvimento sem apresentar sua vida interior em grande detalhe” (p.117). Há duas formas de apresentar a vida interior: no monólogo e no papel que o personagem desempenha na trama.
No monólogo interior, o fluxo de consciência (processo mental) do personagem pode ser falado ou não. Na literatura, tem-se “acesso” ao fluxo de consciência do personagem, pode-se ler seu pensamento. Já numa produção audiovisual adaptada, por exemplo, esse processo mental precisa ser externado por meio dos gestos, do semblante.
A professora Fabiana Piccinin encerrou a reunião às 16h, e alertou que o próximo encontro será no dia 15/06/2012.
TAREFAS PARA O PRÓXIMO ENCONTRO (15/06, às 14h na Unisc, sala a ser definida)
Ler da página 251 a 319, do livro Tempo e narrativa – Tomo 1, de Paul Ricoeur. O texto está no Xerox do bloco 53.
Cada integrante do grupo deve trazer um conceito sobre NARRATOLOGIA.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Encontro 3/2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Relatório de encontro 02/2012
(04/05/2012 - SALA 5341 - MESTRADO EM LETRAS DA UNISC)
- Cada integrante deverá trazer um conceito de NARRADOR para disucssão no grupo;
- Leitura ds produções acadêmicas realizadas no projeto de pesquisa no biênio 2010-2012 - principalmente para os novos integrantes - bem como o novo projeto de pesquisa - "Narrativas Audiovisuais Reconfiguradas". Estes conteúdos estão disponíveis na página do grupo de pesquisa no Facebook;
- O próximo encontro inicia a discussão da obra "Poética", de Aristóteles, apresentada por Joel e Andreia;
- Encaminhamento da leitura de "A Natureza da Narrativa", de Robert Scholes, Robert Kellogg e Gert Meyer (pgs 57-111). Este material já está disponível no "xerox" do Bloco 53.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Relatório de encontro 01/2012 - O Projeto Narrativas Audiovisuais Reconfiguradas
Esta reunião abriu a temporada de discussões de 2012. Foi comunicado no encontro que a partir desta data iniciamos novas investigações, sob a égide do projeto "Narrativas Audiovisuais Reconfiguradas". O objetivo geral, pois, é analisar como acontece a complexificação das narrativas midiáticas originárias dos suportes audiovisuais a partir do diálogo estabelecido com os recursos da literatura, gerando novos formatos e por que isso se dá dessa forma no contexto atual.
Dentre os objetivos específicos vamos estudar conceitos de faticidade e ficcionalidade nas narrativas midiáticas; o de narrativa a partir da literatura; identificar nas narrativas midiáticas elementos da literatura; identificar marcas da objetividade e da subjetividade nas narrativas midiáticas e estudar o conceito de real e de realidade. A duração do projeto está prevista para o biênio 2012-2014.
O ponto de partida é justamente o "de chegada" - por assim dizer - do nosso projeto de pesquisa desenvolvido entre 2010 e 2012 - o qual os relatórios com os prinicipais pontos, bem como a produção academica do período encontram-se neste blog: a relação entre a literatura e a comunicação, com ênfase nas narrativas.
Este primeiro contato foi de ordem organizativa. A intenção é reunir pesquisadores com interesses próximos - prinicipalmente do corpo discente do Mestrado em Letras da Unisc - para o enriquecimento das discussões. Os coordenadores professora Doutora Fabiana Piccinin e professor Doutor Demétrio de Azeredo Soster vão entrar em contato com estes, que deverão comaprecer ao próximo encontro, a se realizar no dia 20 de abril, uma sexta-feira, às 14 horas.
A princípio, as reuniões serão quinzenais, sempre às sextas-feiras, às 14 horas.
TAREFAS PARA O PRÓXIMO ENCONTRO
- Cada participante deverá trazer um conceio de narrativa para disucssão no grupo;
- Leitura ds produções acadêmicas realizadas no projeto de pesquisa no biênio 2010-2012 - principalmente para os novos integrantes - bem como o novo projeto de pesquisa - "Narrativas Audiovisuais Reconfiguradas". Estes conteúdos estão disponíveis na página do grupo de pesquisa no Facebook;
- O próximo encontro terá também a discussão da obra "Poética", de Aristóteles, apresentada por Joel e Andreia.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ensaio: Como se faz uma obra-prima?
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Relatório de encontro (37)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Relatório de Encontro (36)
domingo, 30 de outubro de 2011
Maria Salomão no encerramento do SIC: "A Wikipedia é tão importante quanto a Britânica"
A experiência em congressos e seminários é sempre ótima, principalmente pelas trocas de informações e o contato com outras áreas do conhecimento. No encerramento do evento, porém, a famosa linguista Maria Margarida Salomão saudou aos participantes com uma excelente palestra sobre a história da linguística mas também sobre o panorama da pesquisa mundial entre outras peculiaridades. Abaixo um breve resumo da explanação da pesquisadora:
Maria Salomão: "A Wikipedia é tão importante quanto a Britânica"
Fonte: Portal Gaz
A doutora em linguística pela Universidade Berkeley, da California (EUA), Maria Margarida Salomão, esteve na Unisc na última sexta-feira, 28, encerrando as programações do 17º Seminário de Iniciação Científica (SIC) e do 2º Salão de Ensino e de Extensão da instituição. Os eventos ocorreram durante a última semana e mobilizaram todas as áreas do conhecimento. Na pauta original estava a explanação da palestra a qual a professora apresenta por todo o o Brasil: "As relações interdisciplinares na pesquisa e suas implicações para a sociedade". Na prática, uma aula com uma pesquisadora antenada no posicionamento do Brasil frente aos rumos da produção científica mundial e também nas oportunidades que a Copa do Mundo oferece à academia brasileira.
Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Salomão atua nos Programas de Graduação em Letras e de Pós Graduação em Lingüística. Seu maior projeto em desenvolvimento, porém, é o FrameNet Brasil, um léxico de expressões em Português do Brasil que será transformado em software para celulares e dispositivos móveis, em inglês e espanhol, para ajudar os turistas na Copa de 2014. A intenção é fazer analogias com os lances do futebol para explicar a nossa língua aos gringos. Mas uma linguista desenvolvendo software? Trabalhando com a ciência da computação? A que se deve esse fenômeno?
Salomão começou a explanação falando justamente sobre as tendências do desenvolvimento científico mundial, no qual a maior ênfase está na cooperação interdisciplinar. "Sou linguista mas nos meus projetos estou trabalhando com outras áreas, por conta das necessidades. Nas universidades dos Estados Unidos isto acontece com uma grande frequência. É profissional da área da psicologia com área da linguística, com neurocientistas, com ciência da computação", comentou.
LULA, CAMÕES E OS PURISTAS
No segundo momento, após as tendências da pesquisa, a pesquisadora falou brevemente sobre o histórico linguístico do português e do preconceito com a fala. Irreverente, ela brincou e comparou o ex-presidente Lula ao poeta português Luís de Camões.
"Tanto falavam que o Lula dizia 'penso de que', sendo que pensar é um verbo transitivo ou intransitivo direto e não necessita de preposições, e quando analisa-se a história, emerge de Camões essa mesma expressão. Lula e Camões, na mesma categoria! É um problema para os puristas da fala", brincou ela, arrancando risos da plateia.
Ainda sobre os puristas, Salomão disse que precisa-se perder o preconceito com os meios digitais. "A Wikipedia hoje é tão importante quanto a Enciclopédia Britânica, a Barça, pela relevância e pelo acesso que ela oferece ao seu conteúdo. Temos que perceber os fenômenos e entendê-los", afirmou.
OS VESTIBULARES VENDEM VENTO
Ainda no campo da interdisciplinaridade, Salomão defende que haja mais projetos dentro das universidades, envolvendo os acadêmicos para além das grades curriculares dos cursos.
"Os vestibulares vendem vento. Quando o jovem precisa escolher com 16, 17 anos a sua profissão ele não sabe como será a universidade. O mundo lá fora, o mercado, é duro. Ele pede que você trabalhe com diversas outras áreas. Se não houver uma troca de conhecimento entre os cursos essa situação fica mais difícil ainda", finalizou.
Relatório de encontro (36)
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 8h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Andreia Bueno, Fred Carlos, Adriano Moritz, César Steffen, Ana
Começamos este encontro dando prosseguimento à retomada das principais bibliografias já utilizadas no nosso grupo de pesquisa. Assim, o primeiro a apresentar leitura nesta reunião foi o voluntário Fred Carlos, com o resumo do livro Artemídia, de Arlindo Machado.
ARTEMÍDIA DE ARLINDO MACHADO
(De R$ 15,52 a R$ 20,60 em livrarias de todo o Brasil)O texto de Arlindo Machado propõe novos conceitos, novos paradigmas e novos portocolos no tratamento científico com a arte. O autor parte do princípio de que a arte contém as tecnologias do seu tempo, e que estas modificam de maneira direta qualquer análise feita das produções em seus respectivos períodos históricos. Além disso, é recorrente no discurso de Machado de citar que, na nossa época, os limites da arte com a tecnologia estão cada vez mais tênues.
Num segundo momento, o autor propõe um novo paradigma e coloca o conceito de artemídia - assim mesmo, aglutinado - como uma nova abordagem ética e de uma estética eletrônica. É a arte como metalinguagem da mídia. Por fim, Machado argumenta que o não reconhecimento das novas formas de arte passam por um menosprezo, arrogância e antipatia de muitos críticos, que por um dito purismo, não levam em consideração as manifestações modernas.
HOJE É DIA DE MARIA É ARTEMÍDIA? E A PROPGANDA NAZISTA DE GOEBBELS?
(Com site oficial no ar até hoje no Globo.com)Dentre os muitos exemplos citados pelos integrantes do grupo e do autor, um dos que mais soressai é o da minissérie veiculada pela Rede Globo em 2006 "Hoje é Dia de Maria". Com um roteiro, fotografia e estruturas até subversivas no que tange o meio o qual foi veiculada, a televisão, Hoje É Dia de Maria foi um marco no que chamemos, pois, de artemídia brasileira. Teve altos índices de audiência - recepção positiva pela massa telespectadora - e foi aclamado pela crítica mais aberta as novidades.
O professor Adriano Moritz também trouxe exemplos da propaganda nazista na Alemanha do período entre guerras e que de certa forma "legitimou" a ascenção do regime totalitarista na nação germânica. Partindo da vulnerabilidade social provocada pela prostração dos alemães com as humilhações impostas pela Tríplice Entente após a vitória na Primeira Guerra Mundial, Goebbels e os co-partidários se utilizaram do clima para convencer a nação de que Hitler e a SS eram a solução. Isto através de cartazes nas ruas, cinema, etc. O conjunto da obra de propaganda nazista pode também se enquadrar como artemídia.
JAGUARIBE E O CHOQUE DO REAL
(De R$ 19,20 a R$ 29,00 em livrarias de todo o Brasil)Seguindo na nossa retomada, o professor Adriano Moritz fez um breve resumo dos conceitos do livro Choque do Real - Estética, mídia e Cultura, da pesquisadora Beatriz Jaguaribe. Os conceitos trabalhados por ela entram em consonância com as pesquisas e tese da professora Fabiana Piccinin, diga-se de passagem. Jaguaribe chama atenção para a estética, na arte em geral brasileira, do real exagerado ou o que ela também chama de pedagogia da realidade. Esse fenômeno emerge com obras como os filmes/livros Cidade de Deus e Carandiru, que prometem entregar a "realidade" ao espectador/leitor. Segundo a autora isso pode emergir da necessidade psicológica do ser humano qu precisa contar a sua história para que ela lhe faça sentido.
Outro conceito muito forte presente no texto de Jaguaribe é o "real mais real que o real". As gelatinosas e fluidas relações na sociedade pós-moderna nos deixam, por vezes, apáticos e insensíveis a muitas atrocidades cometidas no dia-a-dia, já que a violência e a insegurança tem espaço de destaque nos Meios de Comunicação de Massa (MCM). Assim, o choque do real nos coloca novamente de volta ou pelo menos em contato com a "realidade" do mundo. Os MCM, aliás, que tem papel fundamental no cenário pós-moderno, pois são eles que auxiliam ou por vezes até constrõem as narrativas nas nossas vidas.
A ANÁLISE PRÁGMATICA DA NARRATIVA JORNALÍSTICA: O MÉTODO DE LUIZ MOTTA
(Disponível para leitura nos anais do Intercom)
Luiz Gonzaga Motta é um dos pesquisadores que estuda como as narrativas têm papel fundamental nas nossas diárias construções de sentido através dos fatos da vida. No artigo que aqui iniciamos a leitura o autor propõe um método de análise das narrativas jornalísticas. Ele divide o processo em seis grandes movimentos. Segundo Motta, a ordem de aplicação dos movimentos é dinâmica, dependendo exclusivamente do caso a ser analisado.
No próximo encontro a professora Fabiana seguirá na apresentação do método e vamos discutir a possível aplicação empírica dele em nossas futuras análises.
PRÓXIMO ENCONTRO
Nosso próximo encontro acontece na mística data de 11 de novembro de 2011 (11/11/11), na Sala de Estudos do Mestrado em Letras da Unisc. Para esta reunião, além do estudo do método de análises das narratvas jornalísticas de Motta, estão programadas as duas últimas leituras da nossa retomada teórica que foi feita nas últimas semanas:
Jornalismo e literatura em convergência, de Marcelo Bulhões - com Andreia Bueno
O universo das imagens técnicas, de Vilém Flusser - com César Steffen
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Diálogos com Zygmunt Bauman
Antes, acrescento um breve relato de como o vídeo foi feito e por quem - o conteúdo completo pode ser encontrado no site da CPFL Cultura:
http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/.
No último dia 23 de julho, sábado, uma equipe conjunta da CPFL Cultura e do Seminário Fronteiras do Pensamento foi recebida pelo professor Zygmunt Bauman, em sua casa, na cidade de Leeds, Inglaterra. O objetivo era gravar um depoimento para nosso site e para os assinantes do Fronteiras do Pensamento, edição 2011, que conta com parceria da CPFL Energia e de seu programa cultural, a CPFL Cultura. .
Zygmunt Bauman é uma das principais referências conceituais da CPFL Cultura, desde a criação do nosso programa cultural em 2003. Bauman nos alertou, principalmente, para a urgência da reinvenção dos laços humanos. Entendemos, com ele, que as identidades tradicionais se dissolveram na efemeridade afetiva da modernidade líquida. Orientados pela refinada visão de Bauman sobre a fluidez dos laços humanos, dos conceitos e dos saberes na contemporaneidade, definimos que nosso Café Filosófico CPFL assumiria o desafio de pensar as novas identidades e as novas formas de saber. Contar com a participação direta de Zygmunt Bauman em nosso programa é uma conquista que, com muito prazer, partilhamos com nossos internautas a partir de agora..
http://vimeo.com/27702137
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Relatório de encontro (35)
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 8h30
Presentes: Demétrio de Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia, Frederico Carlos, Adriano Moritz, César Steffen, Ana.
No encontro desta sexta-feira, dia 7, discutimos o capítulo três do livro "Expressão e Significado", de John R Searle. Nesse trecho, o autor faz uma discussão acerca da diferença entre ficção e literatura, ficção e mentira, ficção e não-ficção, .... (em construção)
PRÓXIMOS ENCONTROS
Os próximos encontros vão ocorrer nos dias 21 e 28 de outubro, no Mestrado em Letras da Unisc. Para essas reuniões, estão programadas algumas leituras a cargo dos seguintes integrantes do GT:
Arte e Mídia, de Arlindo Machado - com Frederico Carlos - dia 21/10
Choque do real, de Beatriz Jaguaribe - com Adriando Moritz
Jornalismo e literatura em convergência, de Marcelo Bulhões - com Andreia Bueno
de Flusser - com César Steffen
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Produções acadêmicas do GT
Além de explicitar a nossa, a meu ver, densa produção acadêmica, tenho a intenção de com isso facilitar para os novos integrantes do grupo e possíveis visitantes deste blog o acesso aos textos - alguns deles estão disponíveis para download na barra lateral do blog. Junto ao título de cada artigo, disponho abaixo o evento no qual cada um foi apresentado.
NOSSAS PRODUÇÕES ACADÊMICAS:
- “Jornalismo diversional e interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças” - artigo apresentado no XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 2010, realizado em Caxias do Sul.
- “Narrativas Literárias no Jornalismo Impresso Diário: o caso dos jornais Zero Hora e Gazeta do Sul" - artigo apresentado no XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 2011, realizado em Recife.
- “A narração jornalística em sua intersecção com a literatura” - artigo apresentado no 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (1º EGEJ) e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo (1º FSPJ) - 2011, realizado em Santa Cruz do Sul.
- “A Revista Piauí e as aproximações entre as narrativas jornalísticas e literárias” - artigo apresentado no V Colóquio Nacional Leitura e Cognição - 2011, realizado em Santa Cruz do Sul.
- “O jornalismo assume a ficcionalização: o caso das narrativas documentais contemporâneas” - artigo aceito no 9°encontro do SBPJor, que vai ocorrer em novembro de 2011 no Rio de Janeiro.
- “A Revista Piauí e as aproximações entre as narrativas jornalísticas e literárias” - artigo está sendo produzido pelo acadêmico Joel Haas para se apresentado no XVII Semana de Iniciação Científica da Unisc.
- "A intencionalidade como fator diferencial entre filmes de ficção e documentários" - artigo está sendo produzido pelo recém graduado em Jornalismo Pedro Piccolo Garcia.
- “Os sentidos que emergem das narrativas audiovisuais para o cinema, para a TV e para a web” - artigo está sendo produzido pela recém graduada em Jornalismo Vanessa Kannenberg.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Relatório de Encontro (34)
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 9h45
Presentes: Andréia Bueno, Demétrio de Azeredo Soster, Fabiana Piccinin, Frederico Carlos.
No dia 9 de setembro, no primeiro momento do encontro, os professores Fabiana Piccinin e Demétrio Azeredo Soster lançaram a idéia de trazermos mais pessoas (acadêmicos e/ou professores) para o grupo de pesquisa. Pessoas interessadas e afim de contribuir para o crescimento do grupo. Ficou acertado que este será um “chamamento direcionado”, todos poderão indicar nomes e o convite será feito pelos professores e coordenadores do grupo.
No segundo momento, foi aberto uma discussão para definirmos sobre o tema da pesquisa, se continuaremos no audiovisual ou se passaríamos para o próximo assunto. A professora Fabiana Piccinin sigeriu aprofundar nas narrativa e análise do imaginário. Seguir a partir de Juremir e abrir para conceitos maiores. Aprofundar também nas pesquisas sobre imaginário. Autores comos Bartez, Bill Nicholls serão utilizados nesta fase dos estudos.
O professor Demétrio deu idéia de termos mais tempo para leituras, ao invés de fazermos os encontros uma vez por semana, como vem sendo feito, a sugestão foi de passarmos a nos encontrar a cada 15 dias. A idéia foi aceita pelos demais integrantes do grupo. Fico definido também que a cada leitura, os integrantes se comprometem a fazer pequenos relatórios, resumindo as principais idéias dos autores. Estes textos poderão ser trocados por e-mails com a finalidade principal de discutirmos os autores em questão. Os relatórios dos encontros também passarão por pequenas alterações, ficou acordado que estes deverão se tornar mais densos, com maior número de informações.
Os professores Demétrio e Fabiana se comprometeram a elencar autores, leituras específicas e/ou capítulos para serem lidos. Os encontros começarão às 8h30 e no primeiro momento será sempre feita uma recapitulação das leituras a partir das dúvidas e anotações trazidas pelo grupo. O próximo encontro ficou acertado para o dia 23 de setembro, às 8h30 na Sala do Mestrado. As listas de leitura serão enviadas por e-mail..
No terceiro momento do encontro do dia 9 de setembro, o professor Demétrio falou sobre o Intercom, onde ele participou da mesa de pesquisa de gênero jornalísticos criado e coordenado por José Marques de Melo e Francisco de Assis. (Mesa de trabalho em congresso: momento em que pesquisadores se reúnem para estudar.) Demétrio explicou que existiam três mesas, com 8 trabalhos cada. Ele foi o coordenador de uma destas mesas de discussão e apresentou, durante o encontro, a pesquisa sobre jornalismo diversional e interpretativo desenvolvido pelo nosso grupo.
Para Demétrio congresso trouxe resultados positivos, porém, no que diz respeito aos gêneros jornalísticos dentro do audiovisual, na opinião dele, foram discussões fracas.
Passado este momento, foram abertas as discussões sobre o livro Tecnologias do Imaginário, de Juremir Machado. Partimos as discussões da página 43 do livro, uma vez que as páginas anteriores a esta já haviam sido discutidas pelo grupo em encontros anteriores. Para o professore Demétrios, Juremir no primeiro momento do capítulo, faz uma releitura de onde surge idéia de imaginário. Depois fala das diferentes formas de tecnologias. Neste capitulo ele amplia conceitos. No final do livro ele propõe o lugar da técnica. Para ele existe um novo ambiente (internet) onde as tecnologias do imaginário só passam a existir a a partir de uma nova configuração do espaço sócio cultural. Demetrio coloca que a “rede” torna o imaginário possível: “todo imaginário é rede” (pg: 97).
É preciso pensar nas tecnologias de forma mais dinâmica, mais rica. Não mais pensarmos nela como algo a nos alienar. No momento atual as coisas estão misturadas: “ somos objetos sujeitos numa ordem dialógica de sujeição e manipulação” Juremir Machado. Tecnologias do imaginário. Pg: 99.
No final do capitulo, o autor dialogo com o jornalismo, e cita a reportagem investigava. Para Demetrio “diante de tudo que ele disse, diante de diferentes formas de tecnologias e de cenários propostos, existem formas do ponto de vista tecnológico que podem ser vistos/analisados por meio da reportagem investigativa.”
Demétrio ainda utilizou do exemplo das reportagens sobre legalidade que foram todas construídas a partir do “imaginário” dos cidadãos, sobre o que eles pensavam, sobre o que eles sentiram, etc.
A idéia do imaginário não é novidade, Juremir propõe um olhar mais específico deste fenômeno. Fabiana complementou que as tecnologias contemporâneas potencializam o imaginário.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Relatório de Encontro (33)
Data: 12/08/2011
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 9h45
Presentes: Demétrio de Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia, Frederico Carlos e Cezar
Neste dia (12/08) abrimos a discussão falando sobre o livro Tecnologias do Imaginário, de Juremir Machado. Inserimos os primeiros capítulos para falar sobre os conceitos do imaginário e ensaiar suas razões.
Discutimos sobre o uso da razão e da consciência, passando pela semiologia e os estudos dos ícones. Colocamos o mito como elo para ensaiar a sua função dentro do conjunto de significados, como por exemplo Adão e Eva que, na religião, ficou evidente e ainda tem sua importância mística para os cristãos.
Também discutimos que a razão divide fronteiras estreitas com o imaginário, como exemplos dos cientistas, que por mais céticos e pragmáticos que possam ser precisam manter seu imaginário para fazer novas descobertas. A razão não alcança todos os meios. Para compor exploramos ainda a idade moderna sendo baseada na razão científica e a pós moderna como a aceitação por fenômenos em que a ciência não alcança.
Sobre reprodução o autor cita o exemplo da Monalisa, que refere-se a ela como um autêntico mito, que sua imagem seria uma reprodução virótica. “O imaginário é uma aura sem peso unitário.” Sobre superstição o autor coloca que é um exemplo de racionalização imaginária, que se estende para um entendimento das necessidades simbólicas do ser humano.
Foucault coloca que as tecnologias do imaginário são dispositivos de intervenção, formatação, interferência e construção das “bacias semânticas” que determinarão a complexidade (Morin) dos “trajetos antropológicos” de indivíduos ou grupos.
Para a próximo encontro (26/08) será apresentada as Tecnologias de Controle (página 28) e Tecnologias da Crença (página 43). Os responsáveis serão a Deka e o Fred.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Relatório de encontro (32)
Local: Sala do Mestrado em Letras da Unisc
Hora: 9h45
Presentes: Demétrio de Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia, Frederico Carlos e Adriano Moritz
Na reunião de hoje, dia 5, contamos com a participação de um novo membro do grupo de pesquisa (GT), o professor Adriano Moritz. A partir da semana devemos contar, ainda, com outros dois acadêmicos: Carine Immig e Fábio Goulart, que estudam Comunicação Social, habilitação Produção em Mídia Audiovisual , dando seguimento à proposta de expandir as discussões para além da relação da narrativa literária com Jornalismo, mas, sim, em todo o âmbito comunicacional.
Aproveitamos o encontro para discutir os artigos que começaram a ser feitos individualmente pelos acadêmicos participantes do GT. O estudante Joel Haas, em seu trabalho, vai abordar a pesquisa feita no início desse ano pelo grupo, que se refere à presença das categorias jornalísticas diversional e interpretativo na Revista Piauí, e que também deve ser apresentado no V Colóquio Nacional Leitura e Cognição - Olhares do contemporâneo sobre os textos: hermenêutica, cognição/conhecimento, comunicação e XII Semana Acadêmica de Letras, que ocorre de 17 a 26 de agosto na Unisc.
Já a recém graduada Vanessa Kannenberg deve discutir os sentidos emergentes das narrativas do documentário e das webreportagens, quais as suas diferenciações e aproximações. O artigo do também graduado Pedro Garcia, que vai abordar a intenção nos documentários, já havia sido debatido na reunião da semana passada.
Para a próxima semana, devem ser sugeridas outras leituras pelos coordenadores do GT, Demétrio Soster e Fabiana Piccinin, para dar seguimento às discussões sobre documentário. Entre os textos já apontados como essenciais estão o livro de Juremir Machado da Silva, As tecnologias do imaginário (Ciber Cultura, 20060, e o de Lúcia Santaella, Linguagens líquidas na era da mobilidade (Paulus, 2007).
O encontro ocorrena sexta-feira, dia 12, às 9h45, na sala do Mestrado em Letras.
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PS: O escritor e jornalista Juremir Machado da Silva vai estar em Venâncio Aires na próxima sexta-feira, dia 12. No auditório do colégio Bom Jesus, a partir das 19h30, ele lançará seu mais recente livro, Vozes da Legalidade – Política e Imaginário na Era do Rádio, e conversará com estudantes, jornalistas e comunidade interessada sobre esse importante momento da história política do Brasil. Mais informações no Portal Gaz.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Relatório de encontro (30)
Local: Coordenação do Curso de Comunicação Social
Hora: 9h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Demétrio Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia e Frederico Carlos
Aproveitamos o encontro desta sexta-feira, dia 22, para realizar uma espécie de avaliação de toda atividade do grupo de pesquisa, mas também projetamos os próximos meses de estudo.
Uma das mudanças envolve a inclusão de mais membros ao grupo de pesquisa. Os antigos participantes declararam querer permanecer nas discussões, quais sejam, Vanessa Kannenberg e Pedro Garcia (mesmo formados, permanecem como pesquisadores voluntários) e Joel Haas e Andréia Bueno, além dos professores Fabiana Piccinin e Demétrio Soster. Já está inserido à equipe o acadêmico de Publicidade e Propaganda Frederico Carlos. No entanto, deve ser feita uma seleção para buscar outros dois novos alunos.
Quanto à recuperação do que já foi feito pelo grupo em um ano e meio de pesquisa, vale destacar que em 2010 nos voltamos a estudar a aproximação entre literatura e jornalismo na plataforma impressa. O ano se encerrou com uma pesquisa prática envolvendo a incidência das categorias jornalismo diversional e jornalismo interpretativo nos jornais diários Gazeta do Sul e Zero Hora. Já em 2011, mudamos o foco da pesquisa para os audiovisuais. Fizemos uma profunda revisão bibliográfica, com amplas discussões acerca da diferença entre ficção e não-ficcão, além de buscar subsídios para entender a aproximação entre documentário e comunicação. O resultado desse um ano e meio são quatro artigos científicos, sendo que dois já foram apresentados em congressos.
Por falar em produção acadêmica, optamos por mudar a metodologia de confecção de artigos. Ao invés de dividirmos tarefas e escrevermos a dez mãos, como vínhamos fazendo, decidimos trabalhar em artigos individualmente, principalmente quanto aos acadêmicos. Isso não significa que será um trabalho exclusivamente individual, pois ele será feito a partir de debates levantadas nas reuniões do GT e amplamente discutidos, parte a parte, pelos membros do grupo, no sentido de levantar ideias, hipóteses, sugerir autores e caminhos.
Nesse sentido, os acadêmicos já ficaram responsáveis por pensar em temas para artigos e apresentar o resumo de um deles na próxima reunião. Para isso, o professor Demétrio encaminhou dicas para a elaboração de resumo, que podem ser encontradas no blog Metodologias de Pesquisa, além de um blog que envolve questões gerais sobre produção academica, o Monografando.
Para finalizar, é importante salientar que decidimos continuar estudando a relação entre as narrativas literárias e audiovisuais até o final deste ano. Para 2012, reiteremos a vontade de permanecer com o grupo de pesquisa, mas a probabilidade é de, aí sim, mudarmos a plataforma de análise.
Próximo encontro: dia 29 de julho, às 9h30, junto à Coordenação do Curso de Comunicação Social
terça-feira, 12 de julho de 2011
Relatório de encontro (29)
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras, bloco 53
Hora: 9h30
Presentes: Fabiana Piccinin, Demétrio Azeredo Soster, Joel Haas, Vanessa Kannenberg e Andréia Bueno
Neste encontro, demos continuidade às discussões referentes aos textos do livro O Cinema do Real, organizado por Eduardo Coutinho e Amir Labaki.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Relatório de encontro (28)
Local: Sala de estudos do Mestrado em Letras
Presentes: Demétrio, Fabiana, Joel, Pedro Vanessa e Andreia
Neste enconto, demos continuidade às discussões referentes aos textos do livro O Cinema do Real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki.
O primeiro texto debatido, que foi apresentado pelo acadêmico Joel Haas, é intitulado "Sobre documentos e sapatos", de Russel Porter.
Na sequência, a acadêmica Vanessa Kannenberg coordenou a leitura do artigo "Uma conversa com professores e alunos sobre a realização de documentário", de Michael Rabiger. Neste texto, o autor faz uma fala no sentido de como fazer documentários. De acordo com ele, o problema está em como "produzir documentários que encontrem maneiras novas e individuais de contar histórias, com vigor em suas narrativas" (p.54). Este ponto torna-se interessante do ponto de vista da nossa pesquisa no sentido de que ele corrobora com a ideia de "contar algo para alguém" e de "maneira nova, interessante".
Num outro momento, Rabiger fala que o bom documentário é aquele que permite que o espectador adquira "uma percepção da realidade". Ou seja, ele não precisa dar conta do todo, mas expressa um ponto de vista, uma ideia, assim como uma reportagem jornalística, pois todos sabemos que é impossível descrever o real, há sempre um ponto de vista, uma percepção, embora se busque uma aproximação com os fatos da forma como ocorreram.
Neste o texto, o autor ainda aborda a ideia de que o documentário se difere, por exemplo, de filmes históricos, ou de ficcão, na medida em que estes "olham para trás", e aqueles olham para o presente. Entendemos com isso, não que o documentários fale apenas de temas atuais, mas que, mesmo olhando para fatos passados, a visão com que se olha para trás será sempre do presente, com olhos de quem já sabe o que aconteceu.
Outra questão bastante pertinente do texto é a ideia de "ponto de vista". Para Rabiger, o ponto de vista se refere à "misteriosa combinação de circunstâncias pelas quais criamos simpatia e envolvimento com um personagem" (p.58). Além desse conceito, o de "evidência" também é interessante.
Próximo encontro: 17/06, às 9h45, na sala do Mestrado em Letras.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Liliana Sulzbach e o curta "baseado em fatos reais" Amigos Bizarros do Ricardinho
Baseado em "fatos reais"
E felizmente para o nosso grupo de pesquisa, que está neste exato momento estudando as intersecções entre documentários de ficção e de não-ficção (valendo-se da conceituação de Nichols), Liliana trouxe à luz das discussões a obra ficcional "Amigos Bizarros do Ricardinho".
E a própria sinopse da produção já nos dá algumas pistas: "em personagens reais da vida de Ricardo Lilja, o filme traz a história de um jovem levado ao limite da tensão em um ambiente corporativo. Quando a situação torna-se insuportável, ele cria uma reação estranha: narra aos seus colegas as pequenas e insólitas histórias de seus amigos e familiares na cidade satélite de Viamão, próximo a Porto Alegre".
Assista ao curta gaúcho "Amigos Bizarros do Ricardinho"
Um pouco sobre Liliana Sulzbach
